Como Portimonense fico sempre feliz quando vejo um conterrâneo a assumir um cargo de relevo a nível nacional, seja ele político, desportivo, associativo, profissional, sindical, ou outro.segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
José Pedro Caçorino eleito Vice-Presidente da Mesa do Congresso do CDS
Como Portimonense fico sempre feliz quando vejo um conterrâneo a assumir um cargo de relevo a nível nacional, seja ele político, desportivo, associativo, profissional, sindical, ou outro.Dentro desta filosofia e apesar das diferenças políticas e ideológicas, não posso deixar de felicitar publicamente a eleição do portimonense José Pedro Caçorino para Vice-Presidente da Mesa do Congresso do CDS/PP, desejando-lhe felicidades no exercício das suas novas funções.
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Politica
João Vaz Corte-Real - O algarvio que descobriu a América

Figura praticamente desconhecida entre os algarvios, João Vaz Corte-Real foi, talvez, uma das personalidades históricas mais importantes que a Região do Algarve já viu nascer.
Natural de Faro, onde nasceu c. de 1420, João Vaz Corte-Real foi um dos mais notáveis navegadores e exploradores portugueses do Século XV, pois descobriu a Terra Nova em 1472, terra que passou a ser conhecida por "Terra dos Corte-Reais".
Para além desta expedição, organizou ainda outras viagens à costa da América do Norte, explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço, até ao Canadá e Península do Labrador.
Isto 20 anos antes de Cristóvão Colombo ter chegado à América.
Porteiro-Mór do Infante D. Pedro foi nomeado Capitão-Donatário de Angra em 1474, assumiu também a Ilha de São Jorge em 1483.
Os seus três filhos, Gaspar Corte-Real, Miguel Corte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram os projectos de seu pai, realizando expedições marítimas.
O seu filho mais novo, Gaspar, em 1500 fez a sua primeira viagem à Terra Nova (New Found Land) então chamada "Terra dos Corte-Reais". Partiu em 1501 numa segunda expedição ao Continente Americano e nunca mais voltou. O filho Miguel, partiu em 1502 em busca de seu irmão e também nunca mais foi visto.
Prova irrefutável da presença de Miguel Corte-Real é constituída por uma grande pedra, conhecida pela Dighton Rock, em que se podem ver vários escudos em V com cruzes idênticas às usadas nas velas das Naus e Caravelas Portuguesas, o nome Miguel Corte-Real e a data 1511.
João Vaz Corte-Real era irmão de Isabel da Costa, ascendente do Visconde de Bivar. 

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História
domingo, 18 de janeiro de 2009
A problemática do estacionamento em Portimão
Em pleno Século XXI, projectar o crescimento, desenvolvimento, requalificação ou arranjos urbanísticos de uma cidade desassociando o Homem do seu meio de transporte, significa caminhar invariavelmente para a estagnação ou desertificação dos centros históricos, com a desvalorização urbana, degradação histórico/arquitectónica e prejuízo para o sector comercial que daí advém.A cidade de Portimão padece de um grave problema de trânsito e estacionamento automóvel que ensombra e desaproveita o notável desenvolvimento que o município tem vindo a conhecer nas últimas décadas, comprometendo o efectivo retorno dos investimentos públicos e privados nela realizados se nenhuma alternativa for encontrada a curto/médio prazo.
Considerando que a gravidade do problema obriga a que todos (autarcas das várias representações políticas, representantes das organizações sociais e cidadãos em geral) dêem, de forma livre, desinteressada e construtiva, o seu contributo para uma solução efectiva e duradoura para o problema da acessibilidade, trânsito e estacionamento no município, tomo a liberdade de apresentar publicamente a debate o seguinte conjunto de ideias, acreditando ser as mais viáveis para uma solução definitiva destes problemas:
Estacionamento
Problema I
Praia da Rocha – entre a Fortaleza de Santa Catarina e o Miradouro
Problema I
Praia da Rocha – entre a Fortaleza de Santa Catarina e o Miradouro
Solução:
Considerando a extensão de areal que medeia a falésia e o mar, seja construído sob o areal, no espaço compreendido entre a falésia e a passadeira pedonal sobre o areal construída, um parque de estacionamento subterrâneo, seguindo o método utilizado quando da construção do hotel da Marina de Portimão. Tal parque teria acesso por túnel pelas seguintes vias:- Rotunda da Marina junto à praia
- Após a Rotunda da Estrada da Rocha
- Junto ao Hotel Tarik na Rua D. Martinho Castelo Branco
- Pela nova rotunda a construir junto à Rua do Miradouro
Número total de lugares de estacionamento conseguidos: entre 4000 e 5000
Número máximo de utentes em simultâneo: até 25.000 pessoas
Vantagens:
Baixo custo do terreno, que é do domínio público
A diminuição do trânsito nas ruas e avenidas da Praia da Rocha, que permite a requalificação total da via pública nessa área em aproveitamento pedonal, de espaços verdes e esplanadas, sem perda de acessibilidade por parte dos residentes e turistas, com melhoria evidente na qualidade do ar.
Sustentação das falésias, uma vez que evita a erosão das mesmas pelas forças da natureza
Impacto visual nulo, uma vez que, findas as obras, o areal fica exactamente como está
Impacto ambiental nulo, ou até mesmo positivo, na medida em que se acaba com a circulação automóvel em busca de lugares de estacionamento
Acessibilidade para todos com a construção de elevadores que levam os utentes do parque à superfície, possibilitando igualmente um mais fácil acesso ao próprio areal durante o Verão.
Fácil escoamento do trânsito para fora da Praia da Rocha através dos quatro pontos de entrada e saída do parque colocados em zonas distintas.
Possibilidade de construção faseada à medida das reais necessidades da zona
Possibilidade de retorno do investimento através da cobrança da utilização do parque, que em todo o caso deverá ser gratuita até um determinado período de tempo.
Aumento do potencial turístico das praias localizadas entre o Miradouro e a Praia do Vau para melhoria da sua acessibilidade.
Uma menor utilização das acessibilidades actualmente existentes nas falésias com impacto positivo para a conservação das mesmas.
A transformação de todo o espaço entre o Miradouro e a Fortaleza de Santa Catarina em área de animação nocturna, com o desenvolvimento do comércio e serviços de forma harmoniosa em todo esse espaço, com evidentes benefícios económicos e sociais para a cidade.
Possibilidade de caracterização de nomeação PIN (Projecto de Interesse Nacional) caso o projecto de construção/exploração deste parque seja executado por uma das Sociedades Anónimas do Município, uma vez que a concretização deste projecto devolveria indubitavelmente à Praia da Rocha o estatuto de “Rainha das praias portuguesas”, e de “zona turística por excelência”, permitindo o fácil acesso, circulação e consumo por mais de 100.000 pessoas ao longo dos vários períodos do dia/noite, ao mesmo tempo que promove a circulação nessa zona turística nos meses de Inverno, com nítidas vantagens económicas para os investidores, comerciantes, cidadãos e Município.
Problema 2
Centro – Rua Infante D. Henrique/Alameda
Solução:
Centro – Rua Infante D. Henrique/Alameda
Solução:
Construção de um silo automóvel no Largo D. João II, entre a Mó e o Café Brasil, com acesso pela Rua Dr. Manuel de Almeida, ou pela Rua Portas da Serra.
Número total de lugares de estacionamento conseguidos: entre 400 e 500
Número máximo de utentes em simultâneo: até 2.500 pessoas
Vantagens:
Desenvolvimento do comércio entre a Rua Infante D. Henrique e a Rua do Comércio
Diminuição da circulação automóvel no centro da cidade.
Possibilidade de exploração privada, salvaguardando-se um período gratuito que permita a realização das compras por parte do consumidor.
Número total de lugares de estacionamento conseguidos: entre 400 e 500
Número máximo de utentes em simultâneo: até 2.500 pessoas
Vantagens:
Desenvolvimento do comércio entre a Rua Infante D. Henrique e a Rua do Comércio
Diminuição da circulação automóvel no centro da cidade.
Possibilidade de exploração privada, salvaguardando-se um período gratuito que permita a realização das compras por parte do consumidor.
Problema 3
Rede de transportes
Solução:
Rede de transportes
Solução:
Reabilitação urbana da zona compreendida entre o Pólo de Portimão da Universidade do Algarve e a Estrada de Monchique, que permita o arranjo urbanístico do actual Jardim Sárrea Prado e do Largo Gil Eanes, com a construção de um grande parque de estacionamento e do terminal rodoviário nessa zona, de modo a centralizar o acesso à cidade em transportes públicos, promovendo-se a circulação das pessoas pelo centro da cidade e uma mais fácil mudança de meio de transporte.Número total de lugares de estacionamento conseguidos: entre 200 e 400
Número máximo de utentes em simultâneo: até 2.000 pessoas sem terminal rodoviário; mais de 5.000 pessoas com o terminal rodoviário.
Vantagens:
Evita a circulação de autocarros no centro da cidade, permitindo uma maior fluidez do trânsito ligeiro e uma melhoria no ambiente.
Requalificação de um espaço que actualmente se encontra bastante desertificado e degradado
Melhora a acessibilidade em transportes públicos
Diminui o tempo dispendido para a entrada e saída do centro da cidade em transporte público.
Promove a actividade comercial no centro da cidade.
Baixo custo de investimento, na medida em que não obriga à construção de estacionamento em silo.
Problema 4
Estacionamento para quem não pretende entrar no centro da cidade
Solução:
Estacionamento para quem não pretende entrar no centro da cidade
Solução:
Construção de um parque de estacionamento de média dimensão, de utilização gratuita, à entrada da cidade (preferencialmente próximo do Hospital do Barlavento por possibilitar a deslocação em Vai e Vem), de modo a possibilitar o estacionamento de quem não pretende entrar de carro no centro da cidade, com vantagens enormes em termos ambientais e de circulação económica.
Este simples conjunto de medidas afigura-se como o mais eficaz para resolver um dos mais graves, senão mesmo principal, problema do Município de Portimão, sendo facilmente exequível e mostrando-se mais económicas do que outras.
Este simples conjunto de medidas afigura-se como o mais eficaz para resolver um dos mais graves, senão mesmo principal, problema do Município de Portimão, sendo facilmente exequível e mostrando-se mais económicas do que outras.
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Artigos de Opinião
Café Concerto no TEMPO
Desde o passado dia 09 de Janeiro, o TEMPO (Teatro Municipal de Portimão) apresenta o programa de Café Concerto - TEMPO de Música.Depois dos espectáculos INTERLÚNIO por Ricardo Freitas, no dia 09 de Janeiro e Tempo de Flamenco por CADÊNCIA, no dia 16 de Janeiro, podem ainda ser vistos os seguintes espectáculos:
23 de Janeiro - Tempo de JazzMIKADO LAB por Marco Franco
30 de Janeiro - Tempo de Fado
por MARCO OLIVEIRA
6 de Fevereiro - Tempo de Jazz
IMPROVISIBLE por José Menezes e José Salgueiro
13 de Fevereiro - Tempo de Cordas
PROYECTO ENTRE CUERDAS
20 de Fevereiro - Tempo de Jazz
JORGE MONIZ QUARTETO
27 de Fevereiro - Tempo de Fado
por RICARDO PARREIRA
Todos os espectáculos têm início às 22h00, excepto no dia 13 de Fevereiro, que inicia às 23h00.
Sem dúvida mais um motivo para visitar a cidade de Portimão.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Conferência de Direito relativa ao casamento entre pessoas do mesmo sexo
Apesar de não ter podido estar presente na Conferência, tive acesso às intervenções, podendo adiantar que o Mestre Henrique Dias da Silva, na sua intervenção alusiva à "Perspectiva do Direito Constitucional e dos Direitos Fundamentais" abordou as seguintes questões à luz da Constituição da República Portuguesa:
2. O Casamento
3. A União de Facto
4. O Princípio da Igualdade
5. A Proibição de Discriminação em função da orientação sexual
6. O Direito a Celebrar Casamento
Após nota explicativa brilhantemente apresentada relativa a cada um destes pontos, conclui o Mestre Henrique Dias da Silva que:
"A evolução da família e do casamento com a perda de funções e com uma crescente desinstitucionalização traduzida numa cada vez maior disponibilidade do vínculo matrimonial por parte dos cônjuges implica que a regulamentação do casamento, pelo menos aparentemente, possa ser livremente modificada pelo legislador.
Sendo assim, parece não fazer sentido afirmar que o casamento como instituição jurídica tem qualquer núcleo intangível.
Logo, o legislador sempre poderá intervir alterando os requisitos do casamento nomeadamente o da heterossexualidade."Já a Professora Doutora Pilar Blanco-Morales, na sua intervenção "Uma visão comparada: a situação em Espanha e noutros países europeus", abordou de forma sapiente a aplicação prática da lei na ordem jurídica espanhola, dada a sua enorme experiência e conhecimento adquirido no âmbito das suas funções de Directora-Geral dos Registos e Notariado de Espanha, abordando, designadamente, as seguintes questões:
1. Como se celebra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.2. Quais os direitos e deveres desse casamento.
3. Como se processa o registo de filhos de casais do mesmo sexo.
4. Como se regista uma criança adoptada por um casal em que ambos são do mesmo sexo.
5. O que a aplicação da lei alterou ao nível da documentação civil.
6. Quais os efeitos que a aplicação da lei teve ao nível das mentalidades e das Instituições de Espanha.
7. Quais os países da Europa que já adaptaram a sua legislação à possibilidade de realização de casamentos de pessoas do mesmo sexo e quais as alterações relativamente ao modelo espanhol.
Às intervenções seguiu-se um período de perguntas por parte do público presente, composto por alunos do ISMAT e público extra-escolar, que mereceram cuidadas respostas por parte dos oradores.
Aqui ficam dois registos desse período:
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Universidade
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
A MOEDA EM PORTUGAL AO LONGO DA HISTÓRIA
Até ao Século II antes de Cristo, o território a que hoje pertence Portugal foi povoado ou frequentado por vários povos, sendo que alguns cunhavam moeda própria, a qual, directa ou indirectamente, acabava por ter valor e circular no actual território português.
O primeiro grande povo a colonizar e a estabelecer relações comerciais com os habitantes primitivos do actual território português, terá sido o fenício, no Século VIII a.C..
Aos Fenícios, ter-se-ão seguido os Cartagineses e os Gregos, no Século VI a.C., estes povos já cunhavam moeda própria em ouro ou prata.
No Século V a.C. os Celtas ocupavam parte da Península Ibérica, sendo certo que cunhavam moeda pr
ópria, distinta da dos Gregos.
O primeiro grande povo a colonizar e a estabelecer relações comerciais com os habitantes primitivos do actual território português, terá sido o fenício, no Século VIII a.C..
Aos Fenícios, ter-se-ão seguido os Cartagineses e os Gregos, no Século VI a.C., estes povos já cunhavam moeda própria em ouro ou prata.
No Século V a.C. os Celtas ocupavam parte da Península Ibérica, sendo certo que cunhavam moeda pr
ópria, distinta da dos Gregos.A partir do Século II a.C. os Romanos povoaram o actual território português. Em fins do século II e no século I antes de Cristo, durante o domínio romano da Hispânia, diversas povoações foram autorizadas a bater moeda divisionária própria, presumivelmente para acudir a um crescente desenvolvimento. As suas moedas, com desenhos simples e característicos, alusivos às regiões onde estavam confinadas, foram as primeiras cunhadas no actual território português. As cidades que cunharam moeda própria no território português são as que actualmente corresponde às localidades de Castro Marim, Tavira, Brutobriga, Silves, Elvas, Alvor, Évora, Mértola, Faro, Beja, Alcácer do Sal, e Serpa.
Com o fim da República Romana e o início da Época Imperial, as moedas romanas perderam a figura dos deuses na face, substituindo-a pelo rosto dos imperadores, que se consideravam deuses vivos.
Havia, contudo, em certos locais do Império, grandes nobres que tinham o privilégio de cunhar moeda com o seu próprio rosto.
Havia, contudo, em certos locais do Império, grandes nobres que tinham o privilégio de cunhar moeda com o seu próprio rosto.
A partir do ano 305 dão-se grandes divisões no império, que é divido entre o Ocidente e o Oriente. Para a história das moedas circuladas no actual território português, apenas se referem os imperadores do ocidente, pese embora as moedas dos imperadores do oriente tenham o mesmo
valor facial e possam ter sido aceites no actual território português.
valor facial e possam ter sido aceites no actual território português. Cerca do início do Século V da nossa era as tribos designadas por Suevos, acantonadas junto ao Reno no sul da Germânia, migraram através da Gália e, no ano 409, atravessaram os Pirineus, juntamente com os Vândalos. Dois anos depois os Suevos foram autorizados pelos Romanos a fixarem-se na província da Gallaecia (Galiza), onde estabeleceram, sob a chefia de Hermerico, um reino independente com a capital em Bracara (Braga). Nos dois reinados seguintes estenderam-se para sul até Mérida e Sevilha, atingindo a sua maior expansão. Foram a seguir derrotados e confinados de novo no noroeste da Hispânia, até que, já no não de 585, foram incorporados por Leovigildo na Reino Visigodo. Os Suevos bateram moeda no território que é hoje Portugal, copiando espécies romanas, quer em prata – a síliquia – quer em ouro – o solidus ou soldo e o tremissis ou terço de soldo. Destes três valores, os tremisses são as moedas mais conhecidas, apesar de bastante escassas. Espalhados por muses e colecções particulares admite-se não existirem mais de duzentos exemplares. Quanto aos soldos são extremamente raros, não atingindo vinte os espé
cimes que se conhecem. Da silíquia existem três exemplares, todos em muses.
cimes que se conhecem. Da silíquia existem três exemplares, todos em muses. Os Visigosos romperam as fronteiras da Germânia com o Império Romano cerca do ano 376 e iniciaram um processo migratório para Ocidente, durante o qual saquearam a cidade de Roma. Em 412 cruzaram os Alpes e em 417 entraram na Hispânia, mas logo regressaram à Gália, estabelecendo-se como federados de Roma, com a capital em Tolosa. Admite-se que começaram então a bater moedas de ouro, copiando os solidus e o tremissis romanos. Em 507 foram obrigados pelos Francos a abandonar a Gália. Todavia nos anos seguintes, ajudados pelos Ostrogodos de Itália, conseguiram ficar com a região dos Pirineus até Narbona – onde instalaram a residência real - e estabeleceram-se firmemente na Hispânia, onde passaram também a bater tremisses – copiados do tipo Victoria com palma e coroa de louros – em oficinas que progressivamente se vão espalhando pelo reino. Em 567 subiu ao trono Liuva I, que associou ao governo o irmão Leovigildo. Com a morte de Liuva em 572 aquele ficou só no trono, fixou a capital em Toledo, conquistou parte do sul de Hispânia aos Bizantinos e tomou o reino dos Suevos, mostrando-se um hábil governante. Não se sabe quando terá sido abandonada a enissão dos solidi, mas como aparecem copiados de moedas até Justiniano I (527-565) é de presumir a sua cunhagem até cerca do reinado de Liuva I. Leovigildo alterou progressivamente o desenho dos tramisses até estabelecer a característica cunhagem nacional visigoda.
O Reino dos Visigodos durou até 711, altura em que se deu a invasão da Península Ibérica pelos Muçulmanos
.
O Reino dos Visigodos durou até 711, altura em que se deu a invasão da Península Ibérica pelos Muçulmanos
. No ano de 711 (92 da Hégira) os Muçulmanos atravessaram o mar nas Colunas de Hércules e entraram na Hispânia, onde venceram as forças visigodas do rei Rodrigo. Em pouco mais de três anos ficaram senhores de quase toda a península, que se torna a na província do Ândalus, dependente do califa Omiada de Damasco. No Oriente, no ano 750 (132 da Hégira), uma revolução substituiu a dinastia dos Omíadas pela dos Abácidas; seis anos mais tarde, um príncipe Omíada tornou o Ândalus um Emirado Independente. Em 928 (316 H) um seu descente instituiu o Califado de Córdova, que teve, em mais de meio século, resplendor comparável ao das cortes de Constantinopla e do Califado Abácida de Bagdad. Mas em 1031 (422 H), após um longo período de lutas políticas, o último califa de Córdova foi afastado, achando-se o Ândalus fragmentado em pequenos reinos, chamados de Taifas, que lutavam entre si por uma hegemonia. A lenta reconquista da Península pelos Cristãos tornou-se então mais fácil e as Taifas foram forçadas a pedir auxilio dos berberes Almorávidas. Estes conseguiram retardar o avanço cristão, mas acabaram por se instalar no Ândalus. Em 1147 (541 H) a dinastia Almorávida foi substituída em África por um novo movimento reformista, dos Almóadas. Mas no Ândalus, no período que medeia entre o declínio dos Almorávidas e a chegada e consolidação dos Almóadas no poder, apareceram novos reinos de Taifas. Destes, um dos primeiros a formarem-se foi o de Mértola, conquistada em 1144 por Ibn Qasi, filósofo, reformador religioso e político, que ali bateu moeda do tipo quirate. Dele dependeram os territórios do actual Algarve e grande parte do Alentejo, conhecendo-se também quirates e meios quirates batidos em Beja por Ibn Qasi associado ao emir Abu Talib al Zuhri. Ibn Qasi foi deposto no ano seguinte e o governo de toda a região passou para Sidray ibn Wazir, que mudou a capital para Silves, onde emitiu diversas séries de moedas. Ahmad Ibn Qasi conseguiu que os Almóadas viessem à Península e acompanhou-os até à submissão de Silves, onde ficou como governador e onde voltou a emitir quirates e também moedas de ouro.Assim, Mértola, Beja e Silves são as localidades do território hoje Portugal onde, num curto período do século XII, foram batidas moedas pelos muçulmanos de Ândalus.
No entanto, todas as moedas árabes tinham o mesmo valor e circulavam no território árabe que hoje faz parte de Portugal.
No entanto, todas as moedas árabes tinham o mesmo valor e circulavam no território árabe que hoje faz parte de Portugal.
Enquanto o sul da Península Ibérica é ocupado pelos Muçulmanos, um grupo de Cristãos refugia-se na região das Astúrias, onde funda o Reino das Astúrias.
O Reino das Astúrias foi fundado por Pelágio (718-737), que, vitorioso dos Mouros em Covadonga, escolhe Cangas para Capital. Sucede-lhe Fávila, seu filho, que reina apenas dois anos (737-739) e a este Afonso I, o Católico (739-757), seu cunhado, que avança até ao Douro. Lega o poder a Fruela I (757-768), que funda Oviedo. Segue-se o período obscuro dos reis usurpadores (Aurélio, Silo, Mauregato, Bermudo I) Afonso II, o Castro (791-842), muda a corte para Oviedo, relaciona-se com Carlos Magno, continua a luta contra os Muçulmanos e chega a Lisboa, que saqueia. Raimundo I (842-850) doma as revoltas interiores e vence os Normandos, que haviam desembarcado nas costas galegas e asturianas. Ordonho I (850-866) prossegue a guerra contra os Normandos, reedifica Leão, Astorga, Tui, reconquista Orense, toma Cória e Salamanca. Afonso III, o Magno (866-910), aproveitando as dissensões entre os Muçulmanos, conquista Lamego, Viseu, Coimbra e estende os limites do reino até à foz do Mondego. Passa a intitular-se “Rei de Leão”, depois de haver mudado a capital para esta cidade. Integrado no de Leão, o reino das Astúrias desaparece.
O Reino de Leão teve inicio no reinado de Afonso III o Magno, rei das Astúrias, que se auto-proclamou rei de Leão. Com a morte do rei, o reino foi divido pelos seus três filhos, ficando Garcia com Leão, Ordonho II com Galiza e Fruela II com Astúrias. Garcia teve um reinado muito curto (910-914), tendo-lhe sucedido o irmão Ordonho II (914-924) e a este Fruela II (924-925), que voltou a reunir todo o reino. A Fruela II, sucedeu o seu filho Afonso IV (925-931), que acabou por abdicar a favor de seu irmão Raimundo II (931-951). Os monarcas que lhe seguem vêem-se envolvidos em guerras civis. Ordonho III (951-956) é combatido pelo irmão Sancho, que lhe disputa a coroa. Sancho I (956-966) é expulso pelos fidalgos, que chamam ao poder Ordonho IV (958-960). Com a ajuda de Abderramão, Sancho I recupera o trono, mas é obrigado a ceder aos Muçulmanos várias cidades e castelos. Sucede-lhe Ramiro III (966-982) e a este Bermudo II (982-999). Afonso V (999-1027), reconstitui a capital, reúne o Concílio de Leão e continua a luta contra os infiéis, durante a qual ataca Viseu, onde é ferido mortalmente. Sucede-lhe Bermudo III (1027-1037), com o qual se extingue a dinastia leonesa, que trouxera a fronteira meridional do reino até ao Mondego e declive setentrional da serra da Estrela. Morto na Batalha de Tâmara contra Fernando I, seu cunhado, rei de Castela (1035-1065), este une Leão ao seu reino. O reino de Leão volta a resucitar após a morte do monarca em 1065, que partilha o reino pelos seus três filhos. Um destes, Afonso VI, rei de Leão, vencidos os seus dois irmãos, torna a reconstituir a unidade.
Em 1095, o rei de Leão Afonso VI entrega o governo do território entre o Minho e o Tejo a um nobre francês de alta estirpe, o Conde D. Henrique de Borgonha, que, com outros cavaleiros franceses, viera à Península para tomar parte nas lutas da reconquista cristã.
Em 1109, presumivelmente em Guimarães, nasce o filho de D. Henrique com D. Teresa, D. Afonso Henriques, que herda o governo do Condado Portucalense com 14 anos de idade, ficando o conde galego Fernando Peres como regente, juntamente com sua mãe.
D. Afonso Henriques revoltou-se, juntamente com alguns barões, contra sua mãe, tendo-a vencido na batalha de S. Mamede, em 1128, ficando D. Afonso Henriques com o governo do Condado.
Em 1139 o jovem príncipe intitula-se rei e vence os mouros na Batalha de Ourique.
Em Março de 1147 conquistou Santarém e em Outubro Lisboa.
Em 1179, o Papa Alexandre III, por bula, confirmou o título de rei usado por Afonso Henriques e o domínio de todos os territórios por ele conquistados aos mouros.
N
ascia oficialmente o Reino de Portugal.
Entrando agora no período da Monarquia, temos as primeiras moedas portuguesas a surgir durante o reinado de D. Afonso Henriques.
Em 1109, presumivelmente em Guimarães, nasce o filho de D. Henrique com D. Teresa, D. Afonso Henriques, que herda o governo do Condado Portucalense com 14 anos de idade, ficando o conde galego Fernando Peres como regente, juntamente com sua mãe.
D. Afonso Henriques revoltou-se, juntamente com alguns barões, contra sua mãe, tendo-a vencido na batalha de S. Mamede, em 1128, ficando D. Afonso Henriques com o governo do Condado.
Em 1139 o jovem príncipe intitula-se rei e vence os mouros na Batalha de Ourique.
Em Março de 1147 conquistou Santarém e em Outubro Lisboa.
Em 1179, o Papa Alexandre III, por bula, confirmou o título de rei usado por Afonso Henriques e o domínio de todos os territórios por ele conquistados aos mouros.
N
ascia oficialmente o Reino de Portugal.Entrando agora no período da Monarquia, temos as primeiras moedas portuguesas a surgir durante o reinado de D. Afonso Henriques.
Este rei cunhou moedas de dois valores, o Dinheiro e a Mealha (que valia 1/2 Dinheiro)
O primeiro rei a colocar uma figura coroada na moeda foi D. Fernando I.
Com o fim do reinado de D. Fernando, dá-se o 1º Interregno.
Neste período contorbado, surge o primeiro caso de edição de moedas de reis sem coroa em Portugal.
D. Beatriz manda cunhar um Real em Prata, que tem no anverso o seu busto lateral, surgindo coroada. Esta moeda terá sido cunhada em Santarém.
Simultâneamente, D. João, enquanto regedor e Defensor do Reino, manda cunhar, igualmente, moeda própria, também em prata.
Esta moeda é diferente daquela que surgirá posteriormente, quando D. João passa a ser rei de Portugal.
Com a morte de D. Sebastião, D. Henrique cunha moeda própria, pondo fim às moedas da Segunda Dinastia.
Dá-se, então, o 2º Interregno.
Os 5 governadores eleitos nas cortes de Lisboa, mandam cunhar moeda própria, constando na legenda Governadores e Defensores do Reino.
Entre 1580 e 1583, D. António Prior do Crato edita, igualmente, moeda própria.
Tais moedas, em geral, são dificieis de encontrar, mas não demasiadamente raras, salvo a de 500 Reais em ouro, de que são conhecidos apenas 3 exemplares e as de 1000 Reais, que surgem em catálogo com a indicação de raras.
D. António, cunhou pelo menos 9 tipos de moeda com valor diferente.
A correr em simultâneo, encontravam-se as moedas de Filipe I, rei de Portugal.
Com reimplantação da independencia em 1640, D. João IV inicia a cunhagem de moeda portuguesa para, em 1663, no reinado de Afonso VI, surgir a primeira moeda datada em Portug
al.
al.A moeda também é usada para consolidar mudanças politicas e de regime. Com a implantação da República, o sistema monetário foi alterado para o Escudo, uma forma de apagar da memória do povo os "Reis".
De uma forma diferente, em 2002, Portugal assume a integração europeia com a adesão ao Euro, dando uma machadada (na visão dos mais cépticos e nacionalistas) na soberania portuguesa.
Também as Colónias e as regiões autónomas tiveram moeda própria.Existem moedas cunhadas para as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, não só durante o período monárquico mas até na República.Macau teve moeda própria até à sua integração na China e todas as colónias, incluindo as cidades indianas tiveram edições próprias de moedas.
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Jorge Neto de Melo - um Poeta a conhecer
Copiado do artigo de minha autoria publicado na Wikipedia:

Jorge Neto de Melo (Pseudónimo do poeta e escritor português Helder José Cabrita Simões Neto, nascido em Albufeira em 30 de Novembro de 1951).
Iniciou a sua carreira literária em 1971, participou na Antologia Nacional da Minerva, em 1987 e na VII Antologia de Poesia Contemporânea, em 1990.
Iniciou a sua carreira literária em 1971, participou na Antologia Nacional da Minerva, em 1987 e na VII Antologia de Poesia Contemporânea, em 1990.
Em 1998 integrou outra Antologia da Minerva e a Antologia aos 100 anos de Frederico Garcia Lorca, numa homenagem dos poetas portugueses.
Antigo combatente em Angola, dessa experiência de vida veio a retirar as ideias e os acontecimentos que estão na base do seu primeiro romance "O Evangelho da Savana".
Antigo combatente em Angola, dessa experiência de vida veio a retirar as ideias e os acontecimentos que estão na base do seu primeiro romance "O Evangelho da Savana".
Obras Editadas
Retalhos do Infinito - Poesia - 1984Pontos Poéticos - Poesia - 1998
A Cor do Silêncio - Poesia - 2001
Pomar de Pó e de Mar - Poesia - 2005
O Evangelho da Savana - Romance - 2007
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
João Braz - um Poeta algarvio
Copiado do texto de minha autoria publicado na Wikipedia:
João Braz Machado (São Brás de Alportel, 13 de Março de 1912 - Portimão, 22 de Junho de 1993), foi um poeta, jornalista e escritor português.
Tendo ganho o seu primeiro prémio em concurso de poesia aos 13 anos, veio a ser, por diversas vezes, eleito "Príncipe dos Poetas Algarvios", obtendo a consagração máxima em 1951, quando foi aclamado "Príncipe dos Poetas Portugueses", nos Jogos Florais Nacionais.
Os seus versos foram declamados por alguns dos maiores declamadores nacionais, como João Villaret e Natália Correia, entre outros. Como jornalista, João Braz foi fundador e director de "A Rajada", tendo colaborado nos jornais "O Diabo", "Ala Esquerda", "Vibração", "Espectáculo", "Artes e Letras", "Diário de Lisboa", "Diário Ilustrado", "Correio do Sul", "Jornal do Algarve" e "Diário do Alentejo".
Os seus versos foram declamados por alguns dos maiores declamadores nacionais, como João Villaret e Natália Correia, entre outros. Como jornalista, João Braz foi fundador e director de "A Rajada", tendo colaborado nos jornais "O Diabo", "Ala Esquerda", "Vibração", "Espectáculo", "Artes e Letras", "Diário de Lisboa", "Diário Ilustrado", "Correio do Sul", "Jornal do Algarve" e "Diário do Alentejo".
Obras Literárias
Esta Riqueza Que O Senhor Me Deu
Colectânea de Poemas de Dez Poetas Algarvios
Colectânea de Poemas de Dez Poetas Algarvios
Peças de Teatro e Revistas
Casar por Anúncio
Sendo Assim Está Certo
Fitas Faladas
Isto Só Visto
Feira de Agosto
Autos de El-Rei Xéxé
Serração da Velha
Máscaras
Sendo Assim Está Certo
Fitas Faladas
Isto Só Visto
Feira de Agosto
Autos de El-Rei Xéxé
Serração da Velha
Máscaras
Foi eleito membro da Associação Internacional de Poetas de Cambridge.
O seu nome figura na toponímia da cidade de Portimão e, desde 2005, existe uma estátua sua, em bronze, da autoria de Arlindo Arez, na zona ribeirinha da cidade.
Galardoado com o Diploma de Mérito Municipal pela Câmara Municipal de Portimão em 1992, foi homenageado no ano seguinte pela mesma autarquia, com a realização no seu Salão Nobre do sarau de poesia "João Braz Poeta de Portimão".
O seu nome figura na toponímia da cidade de Portimão e, desde 2005, existe uma estátua sua, em bronze, da autoria de Arlindo Arez, na zona ribeirinha da cidade.
Galardoado com o Diploma de Mérito Municipal pela Câmara Municipal de Portimão em 1992, foi homenageado no ano seguinte pela mesma autarquia, com a realização no seu Salão Nobre do sarau de poesia "João Braz Poeta de Portimão".
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Biografia
Júlio Amaro - um Pintor a homenagear

Retirado do artigo de minha autoria publicado na Wikipedia:
Júlio Amaro (Abrançalha, Abrante, 1931 - Portimão, 24 de Fevereiro de 2007) - Pintor e autor português.
Enquanto pintor, realizou a sua primeira exposição aos 16 anos de idade, no Instituto da Cartuxa.
Discípulo de Abílio Meireles e Mário Passos Reis, trabalhou com Stuart Carvalhais, Leitão de Barros, Fred Kradolfer e Lino António (frescos da sala e do átrio do Tribunal de Guimarães).
Autor de contos, novelas e peças teatrais, foi fundador e encenador do Grupo de Teatro Experimental "Início".
Entre 1961 e 1969, trabalhou como ilustrador numa editora portuguesa de banda desenhada e, sob orientação de Walt Disney, executou trabalhos inspirados nas suas séries infantis. Em 1970 trabalhou em Paris nas Editions Vaillant e Aventures et Voyages, ilustrando várias histórias de escritores Belgas e Franceses.
Foi fundador e encenador do Grupo de Teatro Experimental "Início",
Fundador do periódico "Crónica do Algarve" (1983) e da revista "Til" (2004), de que era editor.
Elegendo a cidade de Portimão como terra de residência, foi-lhe atribuída a distinção de "Munícipe de Mérito" pela Câmara Municipal em 1993.
Foi autor de dois trabalhos de banda desenhada sobre a história da cidade de Portimão.
A sua vasta obra plástica encontra-se espalhada um pouco por todo e país e no estrangeiro.
Enquanto pintor, realizou a sua primeira exposição aos 16 anos de idade, no Instituto da Cartuxa.
Discípulo de Abílio Meireles e Mário Passos Reis, trabalhou com Stuart Carvalhais, Leitão de Barros, Fred Kradolfer e Lino António (frescos da sala e do átrio do Tribunal de Guimarães).
Autor de contos, novelas e peças teatrais, foi fundador e encenador do Grupo de Teatro Experimental "Início".
Entre 1961 e 1969, trabalhou como ilustrador numa editora portuguesa de banda desenhada e, sob orientação de Walt Disney, executou trabalhos inspirados nas suas séries infantis. Em 1970 trabalhou em Paris nas Editions Vaillant e Aventures et Voyages, ilustrando várias histórias de escritores Belgas e Franceses.
Foi fundador e encenador do Grupo de Teatro Experimental "Início",
Fundador do periódico "Crónica do Algarve" (1983) e da revista "Til" (2004), de que era editor.
Elegendo a cidade de Portimão como terra de residência, foi-lhe atribuída a distinção de "Munícipe de Mérito" pela Câmara Municipal em 1993.
Foi autor de dois trabalhos de banda desenhada sobre a história da cidade de Portimão.
A sua vasta obra plástica encontra-se espalhada um pouco por todo e país e no estrangeiro.
Peças Teatrais
Encontro com ninguém
Nos ombros a bagatela
Nos ombros a bagatela
Obras Literárias
Portimão Seus Varões e Sua História
Ao Encontro da História e das Lendas de Portimão
Ao Encontro da História e das Lendas de Portimão
Obras Plásticas
Colecção de 50 aguarelas representativas dos locais mais belos e atractivos do Algarve
Retrato a óleo, em tamanho natural, de João Fernandes Leão Pacheco, localizado na alcaidaria de Guanare.
A Refeição, óleo sobre tela, localizado no Museu Diogo Gonçalves, em Portimão
Painéis a óleo da Igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Portimão
Banquete Romano, óleo sobre tela, localizado na Churrasqueira da Rocha - Praia da Rocha - Portimão
Autor das capas dos livros "Esta Riqueza Que o Senhor Me Deu...", de João Braz e "Reinventar Portugal", de Nuno Inácio
Exposições Individuais
1947 - Instituto Padre Oliveira - Oeiras
1949 - Casa de Nazaré - Lisboa
1954, 1959 e 1976 - Sociedade Nacional de Belas Artes - Lisboa
1955 - Galeria Babel - Lisboa
1970 - Galeria Giotto - Lisboa
1972 - Câma Municipal de Portimão
1973, 1974 e 1982 - Comissão Regional de Turismo do Algarve
1975 - Galeria do Hotel Balaia - Albufeira e Galeria do Hotel Algarve - Praia da Rocha
1976 - Galeria de Santo António - Lagos
1979, 1980, 1983, 1985 e 1987 - Ateneu Comercial do Porto
1980 - Bodas de Ouro da Casa do Algarve - Lisboa
1981 - Bodas de Ouro da Casa do Algarve - Porto
1981 - Liga dos Amigos de Abrantes
1986 - Galeria Capitel - Leiria
1991 - Universidade de Guanare - Venezuela
1994 - Galeria Euroarte - Lisboa
1994 - Misericórdia de Abrantes
1949 - Casa de Nazaré - Lisboa
1954, 1959 e 1976 - Sociedade Nacional de Belas Artes - Lisboa
1955 - Galeria Babel - Lisboa
1970 - Galeria Giotto - Lisboa
1972 - Câma Municipal de Portimão
1973, 1974 e 1982 - Comissão Regional de Turismo do Algarve
1975 - Galeria do Hotel Balaia - Albufeira e Galeria do Hotel Algarve - Praia da Rocha
1976 - Galeria de Santo António - Lagos
1979, 1980, 1983, 1985 e 1987 - Ateneu Comercial do Porto
1980 - Bodas de Ouro da Casa do Algarve - Lisboa
1981 - Bodas de Ouro da Casa do Algarve - Porto
1981 - Liga dos Amigos de Abrantes
1986 - Galeria Capitel - Leiria
1991 - Universidade de Guanare - Venezuela
1994 - Galeria Euroarte - Lisboa
1994 - Misericórdia de Abrantes
Exposições Colectivas
1955 - Salão Primavera - Sociedade Nacional de Belas Artes - Lisboa
1956 - "Artistas Portugueses" - Barcelona
1959 - Junta de Turismo da Costa do Sol - Estoril
1961 - Salão de Outono - Estorial
1962 - Exposição Antoniana - Estoril
1970 - Artistas de Ar Livre - Casino do Estoril
1975 - Artistas do Algarve -Vilamoura
1975 - Galeria Painel - Lagos
1976 - Imprensa Nacional Casa da Moeda - Lisboa
1977 - Itinerante dos Pintores Representados nos Museus do Algarve
1978 - "Exposição Prémio José Malhoa" - Sociedade Nacional de Belas Artes
1979 - Salão Convívio - Sociedade Nacional de Belas Artes
1982 a 1985 - Salão de Outono - Estoril
1986 - Centro Cultural de Ferragudo
1987 - Pintores do Algarve em Moscovo
1988 - Galeria Antíqua - Porto
1989 - Sopal - Lisboa
1990 e 1993 - Parlamento Europeu - Estrasburgo
1956 - "Artistas Portugueses" - Barcelona
1959 - Junta de Turismo da Costa do Sol - Estoril
1961 - Salão de Outono - Estorial
1962 - Exposição Antoniana - Estoril
1970 - Artistas de Ar Livre - Casino do Estoril
1975 - Artistas do Algarve -Vilamoura
1975 - Galeria Painel - Lagos
1976 - Imprensa Nacional Casa da Moeda - Lisboa
1977 - Itinerante dos Pintores Representados nos Museus do Algarve
1978 - "Exposição Prémio José Malhoa" - Sociedade Nacional de Belas Artes
1979 - Salão Convívio - Sociedade Nacional de Belas Artes
1982 a 1985 - Salão de Outono - Estoril
1986 - Centro Cultural de Ferragudo
1987 - Pintores do Algarve em Moscovo
1988 - Galeria Antíqua - Porto
1989 - Sopal - Lisboa
1990 e 1993 - Parlamento Europeu - Estrasburgo
Representado
Museu Municipal de Olhão
Museu Diogo Gonçalves - Portimão
Museu Infante Dom Henrique - Faro
Museu Ferreira de Almeida - Faro
Junta Distrital de Faro
Museu Municipal de Gotemburgo - Suécia
Museu de Guanare - Venezuela
Região de Turismo do Algarve
Ateneu Artístico - Sevilha
Câmara Municipal de Portimão
Câmara Municipal de Faro
Câmara Municipal de Lisboa
Câmara Municipal de Abrantes
Ateneu Comercial do Porto
Embaixada da Argentina em Lisboa
Embaixada da Venezuela em Lisboa
Casa de Bragança - Lisboa
Casa de Sabóia - Itália
Museu Diogo Gonçalves - Portimão
Museu Infante Dom Henrique - Faro
Museu Ferreira de Almeida - Faro
Junta Distrital de Faro
Museu Municipal de Gotemburgo - Suécia
Museu de Guanare - Venezuela
Região de Turismo do Algarve
Ateneu Artístico - Sevilha
Câmara Municipal de Portimão
Câmara Municipal de Faro
Câmara Municipal de Lisboa
Câmara Municipal de Abrantes
Ateneu Comercial do Porto
Embaixada da Argentina em Lisboa
Embaixada da Venezuela em Lisboa
Casa de Bragança - Lisboa
Casa de Sabóia - Itália
Distinções
1956 - Artistas Portugueses - Academia de Belas Artes - Barcelona - Medalha de Bronze
1962 - Exposição Antoniana - Estoril - Medalha de Bronze
1985 - Salão de Outono - Estoril - Primeira e Segunda Menção Honrosa
Academia Internacional de Pontzen - Nápoles - Académico de Mérito
Munícipe de Mérito da cidade de Portimão
1962 - Exposição Antoniana - Estoril - Medalha de Bronze
1985 - Salão de Outono - Estoril - Primeira e Segunda Menção Honrosa
Academia Internacional de Pontzen - Nápoles - Académico de Mérito
Munícipe de Mérito da cidade de Portimão
Quase um ano depois da sua morte, falta o município homenagear convenientemente este artista, que tanto representou a cidade, guardando na tela imagens da nossa terra para as gerações futuras.
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Biografia
Ipses - A origem de Alvor
Descobertas arqueológicas, parecem confirmar que este povoado fortificado pré-romano se localizava no sítio de Vila Velha, em Alvor.Ipses goza do privilégio de ser um dos dois únicos povoados do Algarve (juntamente com Kilibe/Cilpes) referidos na Geografia de Artemidoro de Éfeso, escrita cerca de 100 a.C.
A sua localização e os temas da sua cunhagem monetária (Hércules/Melqart e Vénus Marítima/Astarté) permitem defini-lo como um porto-santuário, escala pertencente à rota de navegação atlântica de Gadir/Gades.800 anos mais tarde, é ainda o único sítio do Algarve identificado como limite da diocese visigótica de Ossonoba, no documento conhecido como Divisio Wambae.
É notável o seu urbanismo de traça romana, constituído por um povoado hipodâmico, o oppidum indígena e um bairro portuário intermédio, onde se localizaria o templo primitivo, de dedicação marítima.
A ocupação romana inicial (finais séc. II a.C.) corresponderia a uma base militar naval.
Quase nada se sabe de Ipses Alto-Imperial. A forma urbana que chegou até nós poderá ter a sua origem na fase de apogeu urbanístico iniciada por Augusto. Numa zona de sismicidade tão intensa e tendo em conta os paralelos de Ossonoba e Balsa, é provável que se trate de um programa urbanístico posterior a Cláudio, quiçá bastante posterior.
A presença de uma numerosa ocupação romana rural na antiga orla estuarina interior e a posição portuária de Ipses, no termo da via de acesso à Serra de Monchique e ao seu balneário termal sacralizado, revelam uma situação de capitalidade local, reforçada pelo carácter eminentemente urbano do assentamento. A presença e sobrevivência tardia da luxuosa villa da Abicada, então no vértice de uma cunha estuarina a Norte de Alvor, sugere a residência de uma personalidade oficial importante associada ao estatuto de Ipses e não apenas uma mera villa de possessor.
A ausência de Ipses nas listas de Plínio e Ptolomeu pode significar apenas uma omissão ou então a confirmação do seu estatuto dependente, de vicus portuário sob provável administração directa provincial e, portanto, excluído das zonas de administração municipal.
(esta parte foi retirada de http://imprompto.blogspot.com/2005/11/ipses.html, o restante, do artigo da minha autoria e publicado na Wikipedia)
Já faziam a cunhagem de moedas durante o domínio romano, o que denota uma importância considerável para a época.Pode-se citar como exemplos destas moedas:
Asse de Chumbo: mostrando no anverso uma cabeça masculina à direita e uma orla de pontos grossos e no reverso um golfinho à direita sobre as letras IPSES;
Asse de Cobre: mostrando no anverso a cabeça de Hércules à esquerda, com clava atrás e no reverso um Cupido sobre um golfinho à esquerda e as letras IPSES.
Ambas as moedas datam do Século I a.C..
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História
A MOEDA AO LONGO DA HISTÓRIA

Com o aparecimento das primeiras civilizações, nasceu a necessidade do homem estabelecer um valor para os seus artigos. A troca directa, apesar de eficaz inicialmente, depressa se mostrou desadequada, uma vez que o valor que um individuo atribuía a um determinado bem não ser equivalente ao atribuído pelo outro.
Com o aumento dos excedentes de produção e o aparecimento das rotas comerciais entre os povos e civilizações, a necessidade de atribuir um valor fixo a um determinado bem, que poderia ser aceite em troca de qualquer produto (moeda de troca) aumentou ainda mais. Assim, antes do aparecimento da primeira moeda como hoje a conhecemos, foram usados os mais estranhos produtos como moeda, por todo o mundo civilizado. Na antiga Suméria (cerca de 3000 a.C.) anéis feitos a partir dos aros dos búzios eram usados como moeda de pequeno valor, presos por um fio, para facilitar o transporte. Os Celtas (cerda do Séc. VI a.C. usavam um sistema idêntico, mas os anéis eram feiros em metal. Na África e na Oceânia, eram usados pequenos búzios como moeda de troca, pratica que ainda se verificava no Séc. XIX. Na época Romana, o sal era usado como moeda, havendo soldados que recebiam o seu “salário” nesse género alimentício. Entre os Aztecas, a moeda de troca principal era a semente de cacau, que circulava no Séc. XVI quando os europeus aí chegaram.
O aperfeiçoamento da metalorgia permitiu o fabrico de lingotes e o seu uso em transacções comerciais. Em fase mais adiantada, os lingotes foram marcados com punção e deles se passou para as primeiras moedas, simples placas de metal com toscas figuras a marca-las. Mas a evolução foi lenta e não se processou igualmente em todas as regiões do Mundo.
O aperfeiçoamento da metalorgia permitiu o fabrico de lingotes e o seu uso em transacções comerciais. Em fase mais adiantada, os lingotes foram marcados com punção e deles se passou para as primeiras moedas, simples placas de metal com toscas figuras a marca-las. Mas a evolução foi lenta e não se processou igualmente em todas as regiões do Mundo.
Na China, o ouro e a prata corriam em lingotes ainda na 1º metade do século passado, sendo verdadeira moeda a sapeca de cobre, de pequeno valor.
Dos povos que habitaram as regiões do Mediterrâneo, o que 1º cunhou moeda foi o da Lídia. Todavia, a invenção é geralmente atribuída a Fídon, rei de Argos e teria principiado na ilha Egina, c. 670 a.C. Foram os Gregos que tiveram a noção exacta da função da moeda metálica na actividade comercial. Transmitiram o uso aos Fenícios em época recuada e, mais tarde, com Alexandre, aos povos do Norte da Índia. Asiáticos, Europeus e Africanos, em contacto com as colónias gregas, adoptaram este uso.
No egipto, houve moeda de vidro moldado, espécie que os Bizantinos imitaram quando ali se instalaram e, depois deles, os Árabes, que a introduziram na Sicília.
Dos povos que habitaram as regiões do Mediterrâneo, o que 1º cunhou moeda foi o da Lídia. Todavia, a invenção é geralmente atribuída a Fídon, rei de Argos e teria principiado na ilha Egina, c. 670 a.C. Foram os Gregos que tiveram a noção exacta da função da moeda metálica na actividade comercial. Transmitiram o uso aos Fenícios em época recuada e, mais tarde, com Alexandre, aos povos do Norte da Índia. Asiáticos, Europeus e Africanos, em contacto com as colónias gregas, adoptaram este uso.
No egipto, houve moeda de vidro moldado, espécie que os Bizantinos imitaram quando ali se instalaram e, depois deles, os Árabes, que a introduziram na Sicília.
A 1ª moeda grega era cavada, mas, no fim do século V a.C. a de Atenas já tinha figuras em relevo. Como a Grécia era constituída por quase milhar e meio de cidades, foi muito grande o fabrico de moedas por ordem dos governos locais. Só no que respeita a Atenas é conhecida a organização da Casa da Moeda. Mas sabe-se que, além das oficinas próprias de certas cidades, em algumas havia oficinas particulares que satisfaziam encomendas de moedas para o estrangeiro. 
Etruscos e Romanos receberam dos Gregos o uso da moeda. Em Roma, a mais antiga, de bronze, é do reinado de Sérvio Túlio. No meado do Século III a.C. aparece a 1ª moeda em prata e no tempo de Júlio César a de ouro. A mais antiga é rude. O fabrico aperfeiçoa-se durante a República e mais ainda no tempo do Império, mas sem nunca atingir a categoria artística da melhor moeda grega. A máquina administrativa da República organizou em Roma, no Capitólio, em instalações do templo Juno Moneta, uma oficina produtora de moeda. Da localização veio o nome latino de moneta, que em português deu moeda.
Outras oficinas
análogas existiram nas províncias. Os generais tinham o direito de cunhar moeda de ouro e de prata. Usou dessa faculdade Bruto – o assassino de Júlio César – para fabricar moeda durante a campanha em que ficou vencido. Augusto determinou que a cunhagem de moeda de ouro e prata ficasse reservada ao imperador, continuando a pertencer ao Senado as atribuições relativas à de cobre. No tempo de Aureliano ficou toda a moeda a depender do Imperador.
Os Romanos adoptaram dos Gregos as várias técnicas monetárias. A moeda mais antiga, feita a martelo sobre folha delgada de ouro ou prata, era usada para fabrico de brácteas, com relevo numa face e cavada na oposta. Aspecto parecido tinha a denominada incusa. Numa técnica mais avançada, cunho e contracunho tinham figuras diferentes, que ficavam em relevo nas duas faces da m
oeda, permitindo, desse modo, melhor gravura no disco metálico entre eles introduzido.
Os Romanos conhecem também a moeda fundida. Este processo, em que utilizavam moldes de barro, foi usado para as 1ªs moedas de bronze e parece que também nas expedições militares. Na moeda do Império apareceu novo tipo de cunho, em que se gravava à mão o retrato ou figura, sendo as palavras impressas com letras móveis (letra a letra) no mesmo cunho.
Se algumas cidade
s gregas tiveram moeda de electrão (liga de ouro e prata), os Romanos só amoedaram o ouro, a prata e o bronze (liga de cobre e estanho). Em época posterior a Caracala houve moeda de bronze com banho de prata aplicado a quente. Esta moeda era diferente daquela a que damos o nome de forrada – cobre, ferro ou chumbo revestido de fina camada de ouro ou prata.
À moeda Romana sucederam, no Ocidente, a visigótica e outras bárbaras, cunhadas em nome do nome imperador bizantino, a quem se
reconhecia soberania mais honorífica que real. Essa moeda, bem como a dos merovíngios, faz lembrar certos exemplares célticos.
A moeda medieval nos vários reinos da Europa Central e Ocidental desenvolveu-se à margem da bizantina, que só exerce alguma influência na veneziana. As espécies são de pequena espessura , dos metais usados pelos Romanos e ainda de bilhão prata baixa com muita liga. Geralmente simples, moderniza-se aos poucos em França e só no Século XVIII deixa definitivamente de ser cunhada a martelo.
análogas existiram nas províncias. Os generais tinham o direito de cunhar moeda de ouro e de prata. Usou dessa faculdade Bruto – o assassino de Júlio César – para fabricar moeda durante a campanha em que ficou vencido. Augusto determinou que a cunhagem de moeda de ouro e prata ficasse reservada ao imperador, continuando a pertencer ao Senado as atribuições relativas à de cobre. No tempo de Aureliano ficou toda a moeda a depender do Imperador.Os Romanos adoptaram dos Gregos as várias técnicas monetárias. A moeda mais antiga, feita a martelo sobre folha delgada de ouro ou prata, era usada para fabrico de brácteas, com relevo numa face e cavada na oposta. Aspecto parecido tinha a denominada incusa. Numa técnica mais avançada, cunho e contracunho tinham figuras diferentes, que ficavam em relevo nas duas faces da m
oeda, permitindo, desse modo, melhor gravura no disco metálico entre eles introduzido.Os Romanos conhecem também a moeda fundida. Este processo, em que utilizavam moldes de barro, foi usado para as 1ªs moedas de bronze e parece que também nas expedições militares. Na moeda do Império apareceu novo tipo de cunho, em que se gravava à mão o retrato ou figura, sendo as palavras impressas com letras móveis (letra a letra) no mesmo cunho.
Se algumas cidade
s gregas tiveram moeda de electrão (liga de ouro e prata), os Romanos só amoedaram o ouro, a prata e o bronze (liga de cobre e estanho). Em época posterior a Caracala houve moeda de bronze com banho de prata aplicado a quente. Esta moeda era diferente daquela a que damos o nome de forrada – cobre, ferro ou chumbo revestido de fina camada de ouro ou prata.À moeda Romana sucederam, no Ocidente, a visigótica e outras bárbaras, cunhadas em nome do nome imperador bizantino, a quem se
reconhecia soberania mais honorífica que real. Essa moeda, bem como a dos merovíngios, faz lembrar certos exemplares célticos.A moeda medieval nos vários reinos da Europa Central e Ocidental desenvolveu-se à margem da bizantina, que só exerce alguma influência na veneziana. As espécies são de pequena espessura , dos metais usados pelos Romanos e ainda de bilhão prata baixa com muita liga. Geralmente simples, moderniza-se aos poucos em França e só no Século XVIII deixa definitivamente de ser cunhada a martelo.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Seminário "Manuel Teixeira Gomes, Portugal e o Magreb"

No próximo dia 24 de Janeiro de 2009, realizar-se-á no Auditório do Museu de Portimão o Seminário Internacional sobre Manuel Teixeira Gomes, Portugal e o Magreb, organizado pelo ISMAT de Portimão.
O encontro visa explorar a ligação de Teixeira Gomes e de Portugal ao Magreb na primeira metade do século XX, incentivando o desenvolvimento das relações norte–sul, em especial na zona do Mediterrâneo ocidental, através da criação de ligações com instituições universitárias magrebinas e, também, de bases para uma eventual geminação entre Portimão e Bejaia (Argélia), onde viveu os últimos anos da sua vida.
Os trabalhos, a decorrer ao longo do dia no Auditório do Museu, serão divididos nos painéis “Vida e Obra de Manuel Teixeira Gomes” e “Portugal e o Magreb (Passado – Presente – Futuro)”, nos quais participarão renomados especialistas nacionais e estrangeiros.
Os trabalhos, a decorrer ao longo do dia no Auditório do Museu, serão divididos nos painéis “Vida e Obra de Manuel Teixeira Gomes” e “Portugal e o Magreb (Passado – Presente – Futuro)”, nos quais participarão renomados especialistas nacionais e estrangeiros.
As inscrições são gratuitas e poderão ser efectuadas até ao dia 22 de Janeiro.
O Programa é o seguinte:
09h00 Recepção dos participantes e entrega da documentação
09h30 Sessão de Abertura
10h00 Visionamento do documentário Bejaia, terra de acolhimento do Presidente Manuel Teixeira Gomes, apresentado pelo Mestre José Gameiro, Director do Museu de Portimão
Painel 1
- Vida e Obra de Manuel Teixeira Gomes
Moderador: Prof. Doutor Rui Loureiro, Director Científico e Pedagógico do ISMAT
10h30 O Magrebe no tempo de Manuel Teixeira GomesMestre Valdemar Coutinho, docente no ISMAT
11h00 Vida e obra de Manuel Teixeira Gomes
Mestre José Alberto Quaresma, escritor e poeta
12h00 Manuel Teixeira Gomes e o Magreb, memórias e afectos
Prof. Doutor José Trindade Chagas, docente no ISMAT
12h30 Leitura de textos de Manuel Teixeira Gomes sobre o Magreb pelo cantor Afonso Dias
14h30 Visita guiada ao Museu Municipal de Portimão e ao espólio de Manuel Teixeira Gomes
Painel 2
- Portugal e o Magreb (Passado - Presente – Futuro)
Moderador: Prof. Doutor Mostafa Zekri, docente no ISMAT
15h00 Portugal e o Magreb
Prof. Doutor António Dias Farinha, professor catedrático da Universidade de Lisboa / Academia das Ciências
15h30 Les rapports de force en Méditerranée selon Ibn Khaldûn
Prof. Doutor Abdeslam Cheddadi, professor catedrático da Universidade Mohammed V, de Rabat
16h30 Passages entre imaginaires des métissages culturelles en Méditerrenée
Prof. Doutor Mourad Yelles, professor catedrático do Institut National des Langues Orientales (INALCO), Paris
17h00 Conclusões / Debate
17h30 Sessão de Encerramento
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Universidade
CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO
O ISMAT (Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes) de Portimão vai realizar no próximo dia 16 de Janeiro de 2009, pelas 18:30 horas, nas suas instalações da Rua Estêvão de Vasconcelos, Sala 4, uma Conferência de Direito relativa à problemática actual que é "O casamento entre pessoas do mesmo sexo".
A Conferência terá como oradores:
Mestre Henrique Dias da Silva, Professor do ISMAT, que abordará o tema "a perspectiva do Direito Constitucional e dos Direitos Fundamentais".
e a
Professora Doutora Pilar Blanco-Morales, da Universidade da Extremadura, Directora-Geral dos Registos e Notariado de Espanha, que abordará o tema "Uma visão comparada: a situação em Espanha e noutros países europeus".
Esta é uma conferência aberta ao público, de elevado interesse pela actualidade do tema, principalmente pela informação que a Doutora Pilar Blanco-Morales poderá dar sobre a aplicação prática da lei no sistema jurídico espanhol.
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Universidade
São Lourenço da Barrosa não pode ser Portimão
Muitos historiadores dão como momento fundador da actual cidade de Portimão, a licença concedida por D. Afonso V, por carta de 4 de Agosto de 1463, a 40 moradores, para a fundação da população de São Lourenço da Barrosa.
Não querendo contrariar esses historiadores, até porque não tenho formação em história vou apresentar, para reflexão, um conjunto de dados que parecem contradizer essa certeza.
Vejamos:
No actual Município de Portimão foram encontrados vestígios de ocupação do período Neolítico (Alcalar), Fenícia (tanques de salga), Romana (Sítio da Abicada, Coca Maravilhas, além de vários topónimos de origem romana espalhada por todo o concelho).
Não querendo ir ao ponto de de confundir Portimão com a cidade de Portus Annibalis, fundada por Aníbal Barca, é um facto que o espaço actualmente acupado pela cidade de Portimão sempre teve ocupação.
Importa agora saber se essa ocupação era isolada ou acidental, ou se, pelo contrário, em algum ponto havia uma concentração urbana, permanente e organizada, que se chamasse Portimão ou com outro nome qualquer.
O documento mais antigo que descreve a foz do Arade é a Crónica do Cruzado Anónimo, feita na Conquista de Silves de 1189.
Nessa crónica, o Cruzado fala de Alvor e descreve a subida para o porto de Silves, dizendo: "No terceiro depois do meio dia avistámos em ruínas o castelo d'Alvor, situado sobre o mar, que os nossos tinham expugnado e outros lugares desertos, cujos habitantes haviam sido mortos em Alvor. Não longe d'ali entrámos no porto de Silves encontrando a terra optimamente cultivada, mas sem habitantes, por terem fugido todos para a cidade."
Não nos diz o cruzado, que não havia construções, antes pelo contrário, pois afirma que a terra estava sem habitantes por terem fugido todos para a cidade de Silves.
A falta de referência de uma povoação na foz do rio, poderá ter a ver com a sua pouca importância face a Alvor ou a Silves, mas não indica inexistência.
Mas o Cruzado diz-nos algo mais concreto sobre as povoações que foram conquistadas:
"Estes são os castelos de que os Cristãos se apoderaram depois da conquista de Silves: Carphanabal (Sagres), Lagus (Lagos), Alvor, Porcimunt, Munchite (Monchique), Montagud, Caboiere (Carvoeiro), Mussiene (Messines), Paderne."
Como vemos, o cruzado refere outras povoações menores que foram conquistadas após Silves, que não tinha referido antes, mas seguindo uma linha de ordem geográfica.
Se virmos, as povoações conquistadas foram: Sagres, Lagos, Alvor, Porcimunt (será Portimão), Monchique, Montagud (será Ferragudo), Carvoeiro, Messines e Paderne.
Duas localidades não estão devidamente localizadas, ou são alvo de discódia, uma é Porcimunt, a outra Montagud.
Para Porcimunt há quem apresente Portimão, ou Porches.
Na minha opinião só pode ser Portimão, pois o cruzado segue uma ordem geográfica e localiza Portimunt entre Alvor e Monchique. Depois apresenta Montagud e Carvoeiro.
Como se sabe, geográficamente Porches fica depois de Carvoeiro e não antes.
Antes de Carvoeiro, a povoação que mais se assemelha a Montagud é Ferragudo, com a agravante de se localizar na encosta de um monte, que é ponteagudo.
O facto de referir primeiro Porcimunt, seguido de Monchique e só depois Montagud, terá a ver, exactamente, com o seu cuidado em situar geograficamente cada uma das localidades conquistadas.
Temos, assim, razões para crer que Porcimunt seja a actual cidade de Portimão. Mas, se não quisermos aceitar as mesmas, outras há que indicam a existência de Portimão antes de 1463.
Uma delas é documental. O Foral atribuído à então Vila Nova de Portimão por D. Manuel I, faz referência a outro dado à mesma vila "por D. Afonso, que foi Conde de Bolonha", ou seja, pelo Rei D. Afonso III (1248-1279).
Deste modo, quando da conquista definitiva do Algarve já Portimão existia, com importância suficiente que justificasse a atribuição de um Foral.
Mais prova documental da existência de Portimão antes da fundação de São Lourenço da Barrosa, encontra-mo-la na Torre do Tombo, com indivíduos que aparecem como naturais dessa localidade.
De 26 de Abril de 1435 é um processo contra Vasco Peres, morador em Portimão, termo de Silves, onde era acusado de danificar colmeias.
De 10 de Julho de 1438 é, como consta na mensagem relativa à Carta de Brazão de Armas de Gil Simões, a atribuição do brazão a Gil Simões e ao seu irmão, naturais de Portimão.
Pelo menos estes 3 indivíduos, que terão nascido c. 1400, eram naturais da localidade de Portimão, mas teremos que acrescentar, pelo menos, os pais e familiares directos de cada um, sendo que Vasco Peres não terá nada a ver com a família de Gil Simões.
Temos, assim, comprovação documental da existência da localidade de Portimão antes de São Lourenço da Barrosa.
Outro dado relevante, surge no próprio pedido para a fundação de São Lourenço da Barrosa. Tal pedido é feito por 40 moradores do sítio de Portimões. Este Portimões será um plural de Portimão, ou o próprio nome da localidade mal escrito. Não raras vezes, até em assentos de baptismo mais recentes, os padres escrevem mal o nome das localidades, dando origem a enormes confusões.
Vejamos quem foram os 40 Moradores fundadores de São Lourenço da Barrosa:
(1) Pero Vaz, Arcediago da Sé de Silves
(2) Pero Vieira, Cónego
(3) James Annes, Cónego
(4) Gil Annes
(5) Nuno Mriz
(6) João de Faria, moradores da dita cidade [Silves], vassalos de el-rei
(7) João Affonso da Sovereira, Vassalo
(8) Gonçalo Mriz, Besteiro do Conto
(9) João de Portimão, Aposentado
10) Gomes Affonso, Cavaleiro Aposentado
11) João Annes Gazim, Aposentado
12) João Pequeno, Besteiro do Conto
13) Fernam Vaz, Criado do Infante D. Henrique
14) Affonso Roiz, filho de João Affonso Sovereira
15) Martim Annes, filho de João Gil
16) Vasques Annes da Sovereira
17) Pero Roiz
18) Martim Annes da Sovereira
19) Álvaro Annes Morino
20) Martim Annes Moreiro
21) João Vaz, filho de Vasques Annes
22) Gil Annes Gazim
23) Andres Annes, filho de João de Portimão
24) Álvaro Lourenço
25) Martim Vaz
26) Álvaro Gallego
27) Lourenço Bentes
28) Vasco Annes, filho de João Pires
29) João Pires
30) João Gliz
31) João Cavalleiro
32) Francisco Gil
33) João do Estreito
34) Gil Annes ( ) Arequino [deve completar o nome de Gil Annes]
35) João do Castello
36) Gil Cavalleiro
37) Lourenço Annes do Esteiro
38) João, filho de Vasco Pires
39) Ayres Gomes, filho de Gomes Ayres
40) Gomes Ayres
(1) Pero Vaz, Arcediago da Sé de Silves
(2) Pero Vieira, Cónego
(3) James Annes, Cónego
(4) Gil Annes
(5) Nuno Mriz
(6) João de Faria, moradores da dita cidade [Silves], vassalos de el-rei
(7) João Affonso da Sovereira, Vassalo
(8) Gonçalo Mriz, Besteiro do Conto
(9) João de Portimão, Aposentado
10) Gomes Affonso, Cavaleiro Aposentado
11) João Annes Gazim, Aposentado
12) João Pequeno, Besteiro do Conto
13) Fernam Vaz, Criado do Infante D. Henrique
14) Affonso Roiz, filho de João Affonso Sovereira
15) Martim Annes, filho de João Gil
16) Vasques Annes da Sovereira
17) Pero Roiz
18) Martim Annes da Sovereira
19) Álvaro Annes Morino
20) Martim Annes Moreiro
21) João Vaz, filho de Vasques Annes
22) Gil Annes Gazim
23) Andres Annes, filho de João de Portimão
24) Álvaro Lourenço
25) Martim Vaz
26) Álvaro Gallego
27) Lourenço Bentes
28) Vasco Annes, filho de João Pires
29) João Pires
30) João Gliz
31) João Cavalleiro
32) Francisco Gil
33) João do Estreito
34) Gil Annes ( ) Arequino [deve completar o nome de Gil Annes]
35) João do Castello
36) Gil Cavalleiro
37) Lourenço Annes do Esteiro
38) João, filho de Vasco Pires
39) Ayres Gomes, filho de Gomes Ayres
40) Gomes Ayres
Como podemos verificar, entre os fundadores há um João de Portimão, que terá adoptado por apelido o nome da terra de onde seria natural, situação normal para a época.
No entanto, uma análise aos registos paroquiais, que na freguesia de Portimão começam em 1575, podemos verificar facilmente que a maioria dos apelidos destes 40 moradores se mantém 100 anos depois. Mas muitos outros há que não constam nesta lista que, por exemplo os processos do Tribunal do Santo Ofício referem, que aqui terão nascido cerca do ano 1500, como é o caso dos Gramaxo, ou dos Fernandes, cristãos-novos ou judeus que tiveram problemas com a Igreja.
Teriam estas famílias, na maioria dotadas de património, sendo que alguns eram mercadores, vindo para uma localidade que teve na sua base apenas 40 moradores?
Não me parece e os registos paroquiais também parecem não acompanhar essa teoria.
Em 1576 foram baptizadas em Portimão 64 crianças
Em 1577 foram baptizadas em Portimão 109 crianças
Temos assim, em dois anos, 163 crianças nascidas, ou seja, 163 casais capazes de procriar ao mesmo tempo.
No entanto, a população não era apenas constituída por casais em condições de procriar e nem todos os casais em condições de procriar tiveram filhos nestes dois anos.
Os assentos de baptismo fazem disso prova, pois apresentam uma série de padrinhos que não aparecem como pais, além de referirem pessoas que são solteiras, ou não podem ter filhos.
Por alto podemos dizer com alguma certeza que em Portimão, em 1575, haveriam pelo menos 250 casais em condições de procriar, ou seja 500 pessoas. Sendo o número de filhos elevado, haveriam mais de 500 crianças e não menos de 500 outros indivíduos velhos, solteiros, estéreis, ou vindos de outras localidades. Isto dá uma população de 1500 indivíduos, que a pecar será por defeito.
Um outro dado relevante sobre a estrutura social da época é dado pelos escravos. Entre 1576 e 1580 nasceram em Portimão 23 filhos de escravos, sendo identificados escravos homens e mulheres que, no total, rondarão os 50. É um número bastante significativo, o que demonstra uma posição social elevada das gentes da vila.
Poderia uma localidade fundada por apenas 40 moradores, sem uma outra base sólida já existente, sofrer tamanha mudança em apenas 100 anos, num período em que a população era rara, com uma taxa de mortalidade elevada e com muitos movimentos migratórios para as colónias?
Pessoalmente acho pouco provável, pelo que defendo que São Lourenço da Barrosa poderá ter ajudado ao desenvolvimento da localidade de Portimão, mas não foi a sua fundadora.
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Artigos de Opinião
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Carlos Drummond de Andrade descende de Portimonenses
Depois de apresentar a ligação da ascendência de Fernando Pessoa com familias de Portimão, surgiu a certeza de que um outro vulto da poesia universal também descente de uma importante família de Portimão, os Chassim. Trata-se de Carlos Drummond de Andrade, uma figura ímpar da cultura brasileira. Embora a sua projecção no Brasil seja semelhante àquela que Fernando Pessoa tem em Portugal, Carlos Drummond não fez carreira literária exclusivamente poética, dedicando-se igualmente a livros infantis, ao conto e à crónica.
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, Minas Gerais, em 31.10.1902 e faleceu no Rio de Janeiro em 17.08.1987.
Filho de Carlos de Paula Andrade e de Julieta Augusta Drummond, descende por ambos os progenitores de Gonçalo Simões Chassim, seu 6º avô (uma vez que os pais de Carlos Drummond eram primos irmãos), natural de Portimão, cerca de 1640 e filho de Rodrigo Simões e de Joana Jorge.
Sobre a obra de Carlos Drummond de Andrade, transcreve-se agora o texto constante da wikipédia, apesar da sua expressão brasileira:
Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar depois das estreias modernistas, não se está querendo dizer que Drummond seja um modernista. De facto herda a liberdade linguística, o verso livre, o metro livre, as temáticas quotidianas. Mas vai além. "A obra de Drummond alcança — como Fernando Pessoa ou Jorge de Lima — um coeficiente de solidão, que o desprende do próprio solo da História, levando o leitor a uma atitude livre de referências, ou de marcas ideológicas, ou prospectivas", afirma Alfredo Bosi.
Sobre a poesia política, algo incipiente até então, deve-se notar o contexto em que Drummond escreve. A civilização que se forma a partir da Guerra Fria está fortemente amarrada ao neocapitalismo, à tecnocracia, às ditaduras de toda sorte, e ressoou dura e secamente no eu artístico do último Drummond, que volta, com freqüência, à aridez desenganada dos primeiros versos: A poesia é incomunicável / Fique quieto no seu canto. / Não ame. No final da década de 1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu último livro.
Obra literária
Sobre a poesia política, algo incipiente até então, deve-se notar o contexto em que Drummond escreve. A civilização que se forma a partir da Guerra Fria está fortemente amarrada ao neocapitalismo, à tecnocracia, às ditaduras de toda sorte, e ressoou dura e secamente no eu artístico do último Drummond, que volta, com freqüência, à aridez desenganada dos primeiros versos: A poesia é incomunicável / Fique quieto no seu canto. / Não ame. No final da década de 1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu último livro.
Obra literáriaPoesia
Alguma Poesia (1930)
Brejo das Almas (1934)
Sentimento do Mundo (1940)
José (1942)
A Rosa do Povo (1945)
Claro Enigma (1951)
Fazendeiro do ar (1954)
Quadrilha (1954)
Viola de Bolso (1955)
Lição de Coisas (1964)
Boitempo (1968)
A falta que ama (1968)
Nudez (1968)
As Impurezas do Branco (1973)
Menino Antigo (Boitempo II) (1973)
A Visita (1977)
Discurso de Primavera (1977)
Algumas Sombras (1977)
O marginal clorindo gato (1978)
Esquecer para Lembrar (Boitempo III) (1979)
A Paixão Medida (1980)
Caso do Vestido (1983)
Corpo (1984)
Amar se aprende amando (1985)
Poesia Errante (1988)
O Amor Natural (1992)
Farewell (1996)
Os ombros suportam o mundo
Futebol a arte (1970)
José (1942)
A Rosa do Povo (1945)
Claro Enigma (1951)
Fazendeiro do ar (1954)
Quadrilha (1954)
Viola de Bolso (1955)
Lição de Coisas (1964)
Boitempo (1968)
A falta que ama (1968)
Nudez (1968)
As Impurezas do Branco (1973)
Menino Antigo (Boitempo II) (1973)
A Visita (1977)
Discurso de Primavera (1977)
Algumas Sombras (1977)
O marginal clorindo gato (1978)
Esquecer para Lembrar (Boitempo III) (1979)
A Paixão Medida (1980)
Caso do Vestido (1983)
Corpo (1984)
Amar se aprende amando (1985)
Poesia Errante (1988)
O Amor Natural (1992)
Farewell (1996)
Os ombros suportam o mundo
Futebol a arte (1970)
Antologia Poética
A última pedra no meu caminho (1950)
50 poemas escolhidos pelo autor (1956)
Antologia Poética (1962)
Antologia Poética (1965)
Seleta em Prosa e Verso (1971)
Amor, Amores (1975)
Carmina drummondiana (1982)
Boitempo I e Boitempo II (1987)
Minha morte (1987)
50 poemas escolhidos pelo autor (1956)
Antologia Poética (1962)
Antologia Poética (1965)
Seleta em Prosa e Verso (1971)
Amor, Amores (1975)
Carmina drummondiana (1982)
Boitempo I e Boitempo II (1987)
Minha morte (1987)
Infantis
O Elefante (1983)
História de dois amores (1985)
O pintinho (1988)
História de dois amores (1985)
O pintinho (1988)
Prosa
Confissões de Minas (1944)
Contos de Aprendiz (1951)
Passeios na Ilha (1952)
Fala, amendoeira (1957)
A bolsa & a vida (1962)
Cadeira de balanço (1966)
Caminhos de João Brandão (1970)
O poder ultrajovem e mais 79 textos em prosa e verso (1972)
De notícias & não-notícias faz-se a crônica (1974)
Os dias lindos (1977)
70 historinhas (1978)
Contos plausíveis (1981)
Boca de luar (1984)
O observador no escritório (1985)
Tempo vida poesia (1986)
Moça deitada na grama (1987)
O avesso das coisas (1988)
Auto-retrato e outras crônicas (1989)
As histórias das muralhas (1989)
Contos de Aprendiz (1951)
Passeios na Ilha (1952)
Fala, amendoeira (1957)
A bolsa & a vida (1962)
Cadeira de balanço (1966)
Caminhos de João Brandão (1970)
O poder ultrajovem e mais 79 textos em prosa e verso (1972)
De notícias & não-notícias faz-se a crônica (1974)
Os dias lindos (1977)
70 historinhas (1978)
Contos plausíveis (1981)
Boca de luar (1984)
O observador no escritório (1985)
Tempo vida poesia (1986)
Moça deitada na grama (1987)
O avesso das coisas (1988)
Auto-retrato e outras crônicas (1989)
As histórias das muralhas (1989)
Carlos Drummond teve sua efígie impressa nas notas de Cr$ 50,00 (cinquenta cruzeiros) em circulação no Brasil entre 1988 e 1990, ou seja, apenas um ano depois da sua morte.
Foi pai de uma outra escritora, Maria Julieta Drummond de Andrade , falecida 12 dias antes do seu pai.

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Genealogia
domingo, 11 de janeiro de 2009
João de Deus - Um algarvio com projecção nacional
Faz hoje 103 anos que faleceu, em Lisboa, João de Deus, figura incontornável da história de Portugal do Séc. XIX.Natural de São Bartolomeu de Messines, João de Deus de Nogueira Ramos nasceu em 08 de Março de 1830, filho de Isabel Gertrudes Martins e de Pedro José dos Ramos, modestos proprietários dali naturais e residentes. O pai, também comerciante, era conhecido entre os seus patrícios por Pedro Malgovernado, não que merecesse o cognome pelo mau governo da sua casa, mas pela facilidade em satisfazer as vontades dos filhos, com os quais gastava mais do que podia.
João de Deus, o quarto de catorze irmãos, não lhe permitindo a situação sócio-económica da família aspirar a uma carreira universitária, estudou latim na sua terra natal e ingressou no Seminário de Coimbra, então o único caminho para prosseguir estudos aberto aos menos abonados. Em 1850, aos dezenove anos, não tendo vocação para a vida eclesiástica, ingressou na Universidade de Coimbra como estudante de direito.
Eleito Deputado em 1869, mudou-se para Lisboa, onde viria a falecer.
Nesse mesmo ano publicou a primeira colectânea de poesias suas, Flores do Campo, após o que se seguiu o livro Flores do Campo.
Em 1877 edita a sua obra mais relevante, a Cartilha Maternal, onde apresentou um novo método de aprendizagem da leitura.
Editou outras obras literárias até à sua morte, mas nenhuma conseguiu sobrepôr-se a esta.
O filho mais ilustre de São Bartolomeu de Messines viria a falecer, aos 66 anos, no dia 11 de Janeiro de 1896, encontrando-se o seu túmulo no Panteão Nacional.
Sobre a sua genealogia e relações familiares com outros algarvios do passado e do presente, poderemos vir a aprofundar quando da apresentação do projecto genealogiadoalgarve.com.

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Literatura
Mais desporto em Portimão
Este mês de Janeiro a cidade de Portimão recebe campeonatos de relevo nacional em modalidades "menores", demonstrando mais uma vez a qualidade do Município como cidade receptora de eventos desportivos de pequena/média dimensão.
Estas organizações são especialmente importantes para as camadas jovens do Município, na medida em que demonstram a existência e projecção de desportos alternativos ao futebol, cativando interessados à prática destas modalidades.
Este pode ser um bom princípio do Município para a rentabilização dos futuros espaços desportivos do Complexo Desportivo de Portimão, que começa a pecar por tardio.
Assim, este mês, podemos ver em Portimão:
Campeonato Nacional de Clubes da Federação Nacional de Karaté de Portugal, dias 10 e 11 de Janeiro, no Portimão Arena
Taça da Liga de Andebol, dias 15 a 17 de Janeiro, no Portimão Arena, com a realização dos seguintes jogos:
15 de Janeiro
ABC de Braga x Sporting
Benfica x Belenenses
16 de Janeiro
Madeira SAD x ABC de Braga
FC Porto X Benfica
17 de Janeiro
Sporting X ABC de Braga
Belenenses x Benfica
18 de Janeiro (Final)
Vencedor do Grupo Portimão x Vencedor do Grupo Halcon
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Desporto
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Gonçalo Amaral candidato a Presidente da Câmara de Olhão
Foi com surpresa e alegria, que soube da candidatura de Gonçalo Amaral, nas listas do PSD, para Presidente da Câmara Municipal de Olhão. Mais uma vez Mendes Bota dá provas da sua elevada capacidade e visão política, apostando num candidato que, dadas as circunstâncias que rodeiam a sua figura, tem tudo para ser vencedor.
Pela minha parte, resta-me lamentar que, noutros municípios, tenham havido precipitações na escolha e lançamento de candidatos do PSD a presidentes de autarquias, à revelia de quem tem maior experiência e visão política, pondo assim em causa as hipóteses de uma desejada vitória eleitoral.
A Gonçalo Amaral desejo as maiores felicidades e que 2009 lhe traga uma vitória eleitoral, deixando aqui um abraço de solidariedade política.
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Politica
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Câmara, Nobreza e Povo
O livro de Luís Vidigal "Câmara, Nobreza e Povo Poder e Sociedade em Vila Nova de Portimão (1755-1834), contém informações de grande valor e utilidade para a história da cidade e para a genealogia em geral, mais concretamente no que se refere a notas biográficas.De salientar dois quadros, um com a indicação dos Juízes de Fora de Vila Nova de Portimão, entre 1765 e 1834 e outro com a indicação dos maiores prestamistas da freguesia de Portimão em 1776.
Diz-nos Luís Vidigal que foram Juízes de Fora de Vila Nova de Portimão:
António José Ribeiro, com termo de funções em 1766.
Francisco José de Almeida Coelho - 1772-1778
António Pedro Batista Machado - 1778-1781
Sabino António Rasquinho - 1782-1784 (com períodos de ausência)
Lourenço José Teixeira de Carvalho - 1784-1792
Félix Manuel da Silva Machado - 1793-1800 (com períodos de ausência)
João de Azevedo Sovereira - 1800-? (período em que não há Livros de Termos)
Jerónimo José Carneiro - ?-1809
António José de Morais - 1809-1812
Domingos Francisco Xavier de Selbes - 1812-1816
João Nepomuceno Dias Benevides - 1816-1818
João Rebelo Farinho - 1821-1824 (com períodos de ausência)
Luís Alves Monteiro - 1824-1826
Luís de Abreu Gomes - 1827
Albano Geraldes Cunha Taborda Leitão Preto - 1829-1834
Os 12 maiores prestamistas da freguesia de Portimão em 1776 foram:
Capitão Duarte Xavier Corte Real, com 811 milhares de réis.
Francisco Nunes Bustorf, com 398 milhares de réis.
Dª Maria Pargana, com 320 milhares de réis
Maria de São João, com 236 milhares de réis
Capitão Francisco Soares Pacheco, com 230 milhares de réis
herdeiros de Pedro Mendes Correia, com 194 milhares de réis
herdeiros do Capitão João M. Pargana, com 189 milhares de réis
Irmandade das Almas, com 126 milhares de réis
José Bequer Pargana, com 95 milhares de réis
Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, com 88 milhares de réis
Capitão Manuel Jaques de Paiva, com 85 milhares de réis
Dr. António Luís Pargana, com 85 milhares de réis.

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