






Este blogue pretende ser um ponto de encontro e de debate para quem gosta de temas como: Genealogia Numismática Literatura Política e outros assuntos relacionados com a Região do Algarve e com a cidade de Portimão
A sua real dimensão só será avaliável no futuro, mas o dia de hoje já é histórico para Portugal, pois marca o fim do ignóbil reinado oligarca e absolutista de Manuela Ferreira Leite à frente dos destinos do PSD.
É certo que ainda não se sabe quem a irá substituir mas, com uma gestão tão má para o Partido e, principalmente, para Portugal, o pior dos candidatos será sempre um melhor substituto.
Particularmente, gostaria que a dimensão histórica deste dia começasse a ser notada já amanhã, com a vitória eleitoral de Pedro Passos Coelho. O país necessita de uma oposição forte, fiável e credível; necessita de ter uma alternativa de confiança; necessita de sentir que há uma hipótese real de mudança. O que aconteceu com a direcção de Manuela Ferreira Leite foi que o eleitor, olhando para as alternativas, pensava: “de um lado chove, do outro lado troveja…” e preferiu a chuva à trovoada. O eleitor precisa, para o bem da democracia, de olhar para as alternativas e pensar: “aqui chove, mas ali faz Sol…” e ter a possibilidade de poder optar pela chuva, ou pelo Sol, porque ambos são essenciais para a harmonia do Universo.
Com Manuela Ferreira Leite, tivemos anos de chuva intensa e trovoada forte; não se viu uma réstia de Sol, por fraco que fosse. Duas nuvens escuras e trovejantes, Aguiar Branco e Paulo Rangel, insistem em manter o céu nublado, mas espero que não consigam levar o seu mau tempo avante.
Uma luz de esperança surge com a saída de Ferreira Leite, que hoje termina um ciclo de liderança que não deixa uma réstia de saudade.
A partir de manhã, todos poderemos começar a pensar num Portugal melhor!
Viva Portugal!



acidentalmente eleito como Deputado pelo Círculo do Algarve, Bacelar Gouveia, a afirmar à comunicação social que a norma aprovada é inconstitucional, por violar os direitos fundamentais dos militantes.
Tem piada! Então o Sr. Constitucionalista estava no Congresso, sentado na primeira fila, “coladinho” a Aguiar Branco ou a Pedro Santana Lopes e não alertou ninguém para essa inconstitucionalidade? Permitiu que o Partido aprovasse uma norma inconstitucional mesmo à sua frente sem alertar os congressistas para o perigo que isso acarretava? E ainda tem a “lata” de ir para a comunicação social defender a inconstitucionalidade da norma?
Acho que os candidatos devem ter cuidado com apoiantes destes, pois começa a ser difícil perceber se são constitucionalistas distraídos ou oportunistas habilidosos.
Apesar de já não poder eleger candidatos à liderança, não posso deixar de reflectir sobre qual será o melhor líder para o Partido e, necessariamente, para o país.
Desde logo há uma questão que se coloca. Deverá ser mantida a postura e a política actual, ou deverá esta mudar?
Quem quer que tudo fique na mesma tem um trabalho árduo de escolha entre Aguiar Branco ou Paulo Rangel, o anverso e o reverso de uma mesma moeda mandada cunhar por Manuela Ferreira Leite. Bem sei que, agora, conhecida a derrota e os efeitos drásticos da política e da postura da liderança actual estes candidatos vêem dizer que, com eles, tudo será diferente… Na minha opinião, a sê-lo, será para pior!... Então estes dois cavalheiros estiveram no seio das decisões, foram o rosto visível da liderança actual, não tiveram coragem suficiente para contrariar as afirmações e atitudes ignóbeis da líder, permitindo que o Partido se afundasse diariamente na sociedade portuguesa e agora vêem apregoar mudanças, rasganços e novas políticas? Não tiveram coragem para enfrentar a velha senhora e acham-se credíveis para enfrentar as dificuldades do país? Com que políticas? Com que ideias? Com o quê de novo? Será que tínhamos dois iluminados na liderança do PSD que, por excesso de modéstia, nunca tiveram a coragem de mostrar a intensidade da sua luz?
Certamente que não! E o não é tão ou mais profundo quando se vê que nem foram capazes de chegar a acordo para uma candidatura de união.
Pelo contrário, aqueles que acham que é chegada a hora de uma mudança, têm o trabalho facilitado. A mudança só pode ser preconizada pelo Pedro Passos Coelho. Conheço o Pedro do tempo da JSD e tenho-o por uma pessoa séria e extremamente competente, que luta por ideias próprias e é capaz de idealizar um projecto de rumo para o país. Ao contrário dos outros, que são políticos profissionais, o Pedro Passos Coelho nunca foi levado ao colo para candidaturas ou lugares de topo, teve que combater por si, impor-se e lutar, abandonando a política quando muitos entraram por apadrinhamento em institutos e empresas públicas. Ao contrário da oligarquia que caracterizava a actual liderança do PSD e tinha por rostos visíveis os dois candidatos da continuidade, Pedro Passos Coelho conhece a realidade do país, no terreno, junto do povo; conhece os problemas da juventude nacional; conhece os problemas dos empresários e dos trabalhadores; conhece as consequências do desemprego; mas, mais importante do que tudo isso, não se calou quando era importante que se ouvisse uma voz discordante com a liderança actual e foi penalizado internamente por isso.
Ainda bem, pois assim tem mais moral para mudar.
Não conta com o meu voto, mas tem todo o meu apoio.
