quinta-feira, 30 de julho de 2009

Aterrem em Portugal!

Carlos Guerreiro, autor do livro "Aviadores e aviões beligerantes em Portugal na II Guerra Munidal Aterrem em Portugal" esteve ontem na Feira do Livro de Portimão para uma sessão de autógrafos deste trabalho notável e, infelizmente, pouco divulgado.
Este trabalho resulta de uma investigação pessoal rara no nosso país, pois levou o autor a realizar pesquisas e entrevistas não só em Portugal como além fronteiras.
Pela consulta do Anexo relativo a acidentes e aterragens de emergência de aviões estrangeiros em Portugal e colónias 1939-1945, temos o nome dos tripulantes, a sua nacionalidade e a referência da sua morte ou sobrevivência no nosso país. Temos ainda o local do acidente ou da aterragem, sendo que dos 123 referidos 19 ocorreram no Algarve. Ao longo de toda a obra encontramos relatos dos incidentes e muitas fotografias da época.
Para um melhor conhecimento do conteúdo do livro, segue texto retirado de http://www.algarve123.com/pt/Artigos/3-51/Aterrem_em_Portugal!:
"Avarias mecânicas, faltas de combustível ou mesmo combates renhidos obrigaram mais de uma centena de aviões a terminar as suas missões em Portugal, país “neutro” na complicada geografia da II Guerra Mundial. Ponto de passagem nas rotas de ligação entre o Reino Unido e os restantes teatros de guerra, Portugal viu-se no centro de uma intensa actividade aérea que deixou marcas de norte a sul do país.
Carlos Guerreiro, actualmente jornalista correspondente da TVI, quis descobrir o rasto destes acontecimentos, muitos dos quais esquecidos na história contemporânea do país.
Tudo começou em 1993 com um artigo que escreveu sobre um pescador farense. Na longínqua e fria noite de Novembro de 1943, Jaime Nunes (entretanto já falecido) pescava a algumas milhas de Faro, quando ouviu um grande estrondo no mar.
Um PB4Y-1 (versão da Marinha do quadrimotor B-24 Liberator) desorientado despenhara-se com violência. A embarcação que costumava pescar corvina voltou a terra cheia, mas não de peixe. Jaime Nunes e mais dois pescadores salvaram a vida de seis aviadores americanos.
Inspirado, o jornalista decidiu procurar mais pistas, sobre esta e outras histórias passadas em Portugal. “Esta investigação não é académica. Foi nascendo, os objectivos foram evoluindo. Primeiro queria apenas saber as histórias dos sobreviventes. Mas depois, houve alguém que me enviou uma fotografia e fui juntando material”, durante cerca de uma década para o que viria a ser o livro.
Quando começou, “a investigação era lenta difícil e morosa. Enviava cartas que demoravam a chegar. Às vezes nem recebia respostas. Só quando a Internet se massificou em força, a partir de finais dos anos 90 é que as investigações se tornaram mais fáceis, pois descobri que havia muitos veteranos de guerra ligados à rede”, revela.
“Hoje em dia, a Internet é uma coisa muito generalizada, mas no princípio dos anos 90 ainda era quase experimental. Na altura, fiquei surpreendido por encontrar pessoas com idades superiores a 80 anos que a utilizavam com uma facilidade espantosa.”
Para além de algumas notícias antigas publicadas em jornais, algumas até censuradas pela máquina repressiva de Salazar, Guerreiro tinha poucas informações sobre quem eram os aviadores forçados a aterrar em Portugal.
Mário Canongia Lopes, investigador autor de «Os aviões da Cruz de Cristo», obra que identifica muitos dos aparelhos que aterraram em Portugal entre 1938 e 1945, deu uma ajuda preciosa ao jornalista.
“Muito deste livro é também dele. Nessa altura, ele já tinha consultado alguns arquivos ingleses e americanos e já tinha algumas informações. Para mim, o mais importante eram os nomes”, conta.
“Cada vez que eu descobria o nome de um tripulante de um avião, consultava as listas telefónicas na Internet e procurava todas as pessoas com um apelido igual. Se existissem 20 resultados, enviava 20 cartas iguais. Apresentava-me e explicava que no ano tal, tinha aterrado no meu país um avião com a pessoa tal a bordo, e se me podia contar algo sobre isso.”
A lista telefónica ajudava, mas nem sempre indicava um contacto de e-mail “ Havia meses que enviava 50, 60, 70 cartas. Quando recebia o ordenado, reservava logo uma parte do orçamento para selos”, diz. “Também coloquei anúncios em revistas e jornais que sabia que eram lidos por veteranos.”
Assim, “localizei não só os sobreviventes, mas também os familiares”. É o caso, por exemplo, de Novo Maryonovich, um piloto norte-americano cujo B-17 caiu numa aterragem forçada no mar perto de Sesimbra. “Foi um sobrinho dele que me respondeu. Enviou-me fotografias e até um diário”, conta.
A curiosidade foi o motor da investigação. Mas que mais aprendeu o jornalista no final? “Isso é uma excelente questão. Para além de ter ficado a conhecer melhor uma parte importante da História recente, acho que fiquei a conhecer um pouco melhor os portugueses desse tempo”.
Recorde-se que Portugal era um país muito rural, onde nunca houvera uma grande industrialização. Nesses anos, a guerra estava simultaneamente perto e longe.
O país estava cheio de espiões e estrangeiros em fuga da Europa a ferro e fogo. Por cá, a maioria da população dedicava-se à agricultura. O analfabetismo e a pobreza eram comuns.
Este facto surpreendia as tripulações, que a partir de certa altura eram internadas nas Caldas da Rainha e mais tarde em Elvas até serem repatriadas.
No entanto, a maioria dos aviadores recorda com carinho os dias passados em Portugal, o convívio com os locais e a tolerância das autoridades. Na cidade alentejana, há até quem guarde fotografias nos álbuns de família, dos muitos aviadores que por ali passaram.
Além disso, há outro facto interessante. Apesar do estatuto neutral e não-beligerante, e de vender volfrâmio e outras matérias-primas à Alemanha, Portugal era um país mais favorável à causa dos aliados. A diplomacia inglesa, já com fortes e antigas relações com o nosso país, tinha mais facilidade em evacuar as tripulações aliadas.
Pelo contrário, Espanha, que tinha acabado de sair da Guerra Civil, era simpatizante das forças do eixo. Talvez isso explique o facto de se conhecerem apenas 6 aterragens de aparelhos alemães em apuros em Portugal.
Aliás, o título do livro, com o verbo “aterrar” conjugado no imperativo reflecte isso mesmo. “Durante a guerra milhares de aviões passaram pelos céus de Portugal. O que aconteceu foi que existiu uma ordem, ou pelo menos, vários pilotos aliados me falaram disso, que se tivessem problemas durante o voo, aterrassem em Portugal”.
Guerreiro acrescenta - “aprendi a ter um respeito muito grande por todas as pessoas que entrevistei. Não é muito fácil, em muitos casos, conseguir que estas pessoas falem abertamente. Muitos viveram situações traumatizantes. Companheiros que morreram, problemas e dificuldades. Lembro-me de um senhor que nunca respondeu a uma carta que lhe escrevi. Mais tarde percebi porquê. Todos os companheiros que estiveram internados com ele em Portugal acabaram por morrer mais tarde em combate. Ele foi o único sobrevivente”, conta.
“Isto são coisas que obviamente marcam. E conseguir que as pessoas ganhassem confiança em mim, me enviassem documentos, tudo isso deu-me um ensinamento enquanto jornalista muito importante”, conclui.
Graças ao esforço do jornalista, quase setenta anos depois, o pescador farense foi recompensado pelo seu acto heróico pela embaixada norte-americana. Guerreiro até conseguiu, através de uma videoconferência realizada em 1999, reunir os protagonistas que a viveram.
E dois dos três tripulantes do avião aliado que aterrou de emergência em Serpa em 1943, e que já não se viam desde essa altura, há mais de 60 anos, acabaram por voltar a entrar em contacto.
“Espero que isto seja um princípio e que outras pessoas continuem nesta investigação”, conclui."

História da Mexilhoeira Grande

As Edições Colibri e a Fábrica Paroquial da Mexilhoeira Grande apresentam-nos este excelente trabalho de João Miguel Simões, que nos permite saber mais sobre a história desta freguesia portimonense.
Natural de Lisboa (1976), João Miguel Simões é licenciado em História, na variante História de Arte, sendo autor dos livros:
Odivelas, o Senhor Roubado
A Fonte das Bicas
O Convento das Trinas do Mocambo
A Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Mexilhoeira Grande
História da Santa Casa da Misericórdia de Borba
Borba, Património da Vila Branca
O presente livro, História da Mexilhoeira Grande, mostra-nos a evolução da ocupação humana nesse território desde o reino pré-histórico de Alcalar até à actualidade, apresentando ainda a lista dos curas da Igreja Paroquial da Mexilhoeira Grande até 1752, com notas biográficas.
Um livro muito bom para quem quer conhecer melhor a sua terra.

Portimão Industriais Conserveiros na 1ª Metade do Século XX

Esta obra de Maria João Raminhos Duarte, professora em Portimão, realiza uma biografia colectiva dos industriais portimonenses, desde 1900 a 1939, tratando-se de uma investigação inédita, imprescindível para a construção da História da Indústria e da elite industrial portimonense.
Com elevado interesse para a genealogia, uma vez que apresenta inúmeras informações biográficas dos industriais conserveiros portimonenses, pela sua leitura ficamos a saber muito mais sobre a vida e obra de grandes figuras de Portimão e do Algarve, como:
João António Júdice Fialho (1859-1934)
António do Carmo Provisório (1862-1950)
Francisco d'Almeida de Bivar Weinholtz (1867-1940)
Jerónimo Negrão Buisel (1868-1928)
João Francisco Leote (1870-1947)
António Júdice Magalhães Barros (1879-1960)
José Severo Ramos (1880-1951)
Cayetano Feu Marchena (1882-1946)
José Pereira Mimoso (1885-1974)
Francisco Alvo Júnior (1886-1965)
João Josino da Costa (1888-1967)
António Ramos (1898-1939)
Tomás Henrique Leiria Pinto (1890-1945)
Manuel Gaspar Patrocínio (1892-1959)
António Pacheco Teixeira Gomes (1892-1966)
família Mendes (Joaquim da Purificação Mendes, Giacomino Ferrari, José Joaquim Mendes Furtado)
António Taquelim da Cruz (1899-1993)
João José Caetano Tavares (pai e filho)

Os Judeus Portugueses em Amesterdão

Ontem, na Feira do Livro de Portimão, encontrei este livro bastante interessante para quem se dedica à genealogia e à história em geral.
Os Judeus Portugueses em Amesterdão é uma edição fac-símile das edições de 1911 e 1975, que resulta da investigação levada a cabo por David Franco Mendes e J. Mendes dos Remédios, dedicada ao estudo da comunidade judaica portuguesa fixada na cidade de Amesterdão.
Esta obra contém listas completas de nomes de Judeus Portugueses residentes nessa cidade holandesa, muitos deles algarvios e alguns de Portimão, notas biográficas e documentos variados. No fundo, trata-se de uma Crónica portuguesa da História dos Judeus sefarditas em Amesterdão entre 1492 e 1772, abrindo novas linhas de pesquisa genealógica.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

José Dias inicia campanha eleitoral

Depois de ter sido o primeiro a declarar estar na corrida para a conquista da presidencia da Câmara Municipal de Portimão, o candidato pelo PSD assume o arranque a campanha eleitoral, com a colocação dos primeiros cartazes com a imagem de um candidato.
Está, assim, dado o mote para o início da campanha eleitoral, que se espera decorra com a elevação e urbanidade que a cidade e os Portimonenses merecem, com a apresentação de programas válidos que, efectivamente, contribuam para o desenvolvimento de Portimão e do Algarve, com reflexos no dia a dia das populações.

Dança dos Ursos

A Zona Ribeirinha de Portimão recebe, até ao próximo dia 16 de Agosto, a Exposição Dança dos Ursos, que tem como slogan "Uma viagem de 10.000 milhas começa com o primeiro passo".
Esta exposição mostra o resultado artístico da intervenção em modelos com a forma de urso, levada a cabo por artistas nacionais e estrangeiros residentes em Portugal.
O resultado é fantástico, impressionando a forma como os artistas conseguem decorar um "animal" com desenhos concretos, capazes de transmitir mensagens de paz e harmonia.
Participam nesta exposição:
Toin Adams - Natural de Kitwe, Zâmbia e residente em Portugal
Petra van Allen - Natural da Alemanha, residente em Portugal
António Alonso - Natural de Angola, residente em Portugal
Sofia Barreto - Natural de Lisboa, residente em Portimão
Stela Barreto - Natural de Portimão
Brigitte Baumann - Natural da Alemanha, residente em Portugal
Sylvain Bongard - Natural de Genebra, Suíça, residente em Portugal
Cláudia Brito - Natural de Lisboa, residente em Silves
Ana Canto - (trabalhou com o Pintor Júlio Amaro, em Portimão)
Franco Charais - Natural do Porto, residente em Portimão
Tara Esaguy Cohen - Natural de Londres, Inglaterra, residente em Portugal
A. Pedro Correia - Natural de Angola, residente em Lagos
Jessica Dunn - Natural da Grã-Bretanha, residente em Portugal
João Espada - Natural do Algarve
Meinke Flesseman - Natural de Moscovo, residente em Portugal
Charlie Holt - residente em Portugal
Brigitte von Humboldt - Natural da Alemanha, residente em Lagos
Mariola Landowska - Natural da Polónia, residente em Portugal
Vitali Manich - Natural da Ucrânia, residente em Portimão
Marion Riddering - Natural da Alemanha, residente em Portugal
Robalot - Residente em Lagos
Ivan Ulmann - Natural da Suíça, residente em Portugal
Bento Ventura - Natural do Brasil, residente em Portugal
Kerstin Wagner
Matthew White - Natural de Londres, residente em Portugal
Kasia Wrona - Natural da Polónia, residente em Portugal
Quem estiver interessado em conhecer as biografias dos artistas e todas as imagens dos trabalhos em exposição pode ver a página http://www.dancadosursos.com/


World Press Photo 2009 em Portimão

Está patente até ao próximo dia 16 de Agosto de 2009, na área exterior do Museu Municipal de Portimão, a Exposição World Press Photo 2009.
Na sua 52º Edição, esta é a mais importante exposição de fotojornalismo, mostrada na cidade de Portimão pela 6ª vez.
A World Press Photo 2009 apresenta 199 imagens de 64 fotógrafos profissionais de várias nacionalidades, divididas por dez categorias, que ilustram acontecimentos marcantes de 2008, entre os quais, conflitos mundiais, eventos desportivos, notícias genéricas, pessoas e artes, em vários pontos do mundo.
Nesta edição, a fotografia distinguida, da autoria do norte-americano Anthony Suau para a revista Time, mostra um elemento de uma força de segurança de arma em punho a verificar um lar abandonado, em Cleveland, nos EUA, cidade particularmente afectada pela crise no mercado imobiliário, desencadeada quando muitos proprietários deixaram de conseguir pagar os empréstimos ao banco. Uma foto que, na expressão da presidente da World Press Photo, MaryAnne Golon “é a que melhor representou o tema da actualidade, o colapso económico no mundo”.

Uma exposição a não perder para quem visita a cidade de Portimão.

Centro de Mar em Portimão


Foi apresentado no passado dia 24 de Julho, no Auditório do Museu de Portimão, o estudo preliminar para a criação do Centro de Mar de Portimão, elaborado pela SaeR, liderada pelo Professor Doutor Ernâni Lopes.
O Centro de Mar de Portimão pretende sustentar a criação de um hiper-cluster económico do mar para Portugal, tendo por base a ligação do nosso país ao mar e a riqueza inexplorada que a nossa zona económica exclusiva possui.
Nas palavras de Ernâni Lopes o Centro de Mar em Portimão “terá como missão promover, dinamizar e estruturar actividades geradoras de valor ligadas ao mar, a fim de criar uma identidade marítima diferenciadora com atractividade global para afirmação e desenvolvimento económico, social e cultural do barlavento algarvio”.
Para a obtenção deste objectivo a SaeR defende a criação da marca «Porta Marítima do Algarve», associada ao Centro de Mar de Portimão, de forma a promover o turísmo ligado ao mar, sustentado em três pilares: os serviços de apoio à navegação de recreio; os cruzeiros e actividades complementares e os eventos ligados ao mar e à náutica, articulando o turismo, a navegação, a investigação, a cultura, a formação e a certificação.
À apresentação seguiu-se um momento de debate, onde o público colocou questões, que mereceram a atenção do orador.
De recordar que, com outra dimensão, Portimão já foi a «Porta Marítima do Algarve», tendo o Arade possibilitado o desenvolvimento do interior algarvio (Silves e Monchique) em épocas tão remotas como a Fenícia, Romana e Árabe, no momento da reconquista e no período de expansão marítimo, até meados do Século XX com o desenvolvimento da industria das conservas de peixe, não sendo de esquecer a actividade pesqueira que sempre teve grande importância no desenvolvimento económico do Barlavento Algarvio, pelo que a criação deste Centro de Mar de Portimão mostra-se natural e perfeitamente realizável.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Portimão tem nova associação para desenvolvimento do comércio local

Foi apresentada ao público no passado dia 23 de Julho a Associação para o Desenvolvimento do Comércio Local de Portimão, o resultado de uma parceria entre a Associação Comercial de Portimão (ACP), a Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) e a Câmara Municipal de Portimão.
Esta nova Associação destina-se a promover a marca de referência “No Centro da Sua Vida”, associada ao comércio tradicional de Portimão, através da realização de eventos pontuais, mas marcantes, que pretendem atrair os consumidores para o comércio local.
A avaliar pela excelente organização do evento de apresentação da nova Associação, prevemos que as iniciativas futuras, a realizar em Portimão, Praia da Rocha ou Alvor, consigam cativar o público em geral e promover o comércio local.

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ARMAS - Há um ano a ligar Portimão à Madeira

Fez no passado dia 15 de Junho um ano que a ARMAS realiza semanalmente uma carreira marítima de ligação entre as cidades de Portimão e Funchal.
Entre 15 de Junho de 2008 e 14 de Junho de 2009, o ferry «Volcán de Tijarafe» transportou 25.948 passageiros e um total de 10.820 veículos, o que demonstra a viabilidade da carreira marítima entre o Algarve e a Madeira e faz antever a possibilidade de criação de novas carreiras regulares, dinamizando o Porto de Cruzeiros de Portimão e, consequentemente, toda a cidade.
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Castelo de Alvor

De origem muçulmana, o Castelo de Alvor terá sido construído no Séc. VIII, ou seja no início do povoado muçulmano na Península Ibérica, tendo sido tomado pelos Cruzados em 1189.
O castelo, de forma quadrangular, apresenta as suas muralhas de acordo com o modelo islâmico, erguidas com blocos de pedra irregulares dispostos horizontalmente, elevando-se a mais de cinco metros de altura em diversos trechos. Deduz-se a existência de um adarve pela existência de uma escada adossada ao sector sul da muralha, embora o estado atual do monumento não permita afirmar se os muros eram ameados.
A porta principal de acesso, em cotovelo, é o último elemento original remanescente, acreditando-se que tenha sido originalmente defendida por uma torre albarrã. A leste, observam-se os restos de uma torre que, conforme a sua altura, teria permitido a observação do movimento na enseada.
Acredita-se que o actual Castelo de Alvor corresponda apenas à primitiva alcáçova islâmica.
A interligação entre a manutenção do património histórico e uma utilização desse património nos tempos modernos, nem sempre é fácil e pacífica.
A intervenção levada a cabo no Castelo de Alvor, que requalificou o parque infantil que lá funcionava desde os anos 70 é um excelente exemplo de aproveitamento de um espaço com valor histórico para uma actividade actual, necessária em todos os meios, que se traduz na criação de espaços de entretenimento infantil.
Com as velhas muralhas a delinear o espaço, transmitindo uma sensação de segurança; as árvores antigas a oferecer o conforto de uma sombra necessária e os equipamentos infantis modernos a convidar à diversão, o Castelo de Alvor convida à sua descoberta por miúdos e graúdos, com conquistas de brincadeira.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Verão em acção é em Portimão


A cidade onde tudo acontece promete a possibilidade de umas férias inesquecíveis a quem a queira escolher como destino turístico. Longe das enchentes de outros anos, fruto da crise económica e das notícias alarmistas relativas à Gripe A, a cidade de Portimão permite um melhor desfrute das suas iniciativas e potencialidades naturais por parte de quem a visita.
Quem vier a Portimão este Verão, arrisca-se a encontrar os actores da série “Morangos com Açúcar” e a assistir às filmagens. Será, certamente, um momento alto para qualquer jovem cruzar-se na rua com os actores da sua séria favorita, encontrá-los nos bares e esplanadas, assistir às filmagens ou, quem sabe, participar como figurante numa determinada cena.
Os mais novos, poderão ainda passar momentos agradáveis na Quinta Pedagógica, contactando com animais domésticos, percebendo como se trata de uma horta, conhecendo as alfaias agrícolas numa visita ao museu, ou vivendo a emoção de um passeio de burro ou de cavalo no interior da quinta, enquanto os adultos tomam o seu café.

Diariamente cada turista poderá desfrutar do Sol e do mar das Praias da Rocha, Vau ou Alvor, todas com a atribuição de Bandeira Azul e dotadas de acessibilidades para pessoas com dificuldades de locomoção. Se preferir um ambiente mais resguardado, poderá optar pela Praia da Marina.
Nos períodos em que o Sol não aconselha a permanência na praia, poderá optar por uma deslocação ao centro da cidade para umas compras no comércio tradicional, a que poderá juntar uma visita ao Museu ou às Igrejas Matriz e do Colégio. Para relaxar a cidade oferece inúmeras esplanadas desde o centro da cidade (Casa Inglesa, Alameda, Zona Ribeirinha) até à Praia da Rocha (zona dos bares com esplanadas viradas ao mar), não esquecendo a Marina de Portimão ou a Ria de Alvor.

Outro passeio recomendável é ao centro da vila de Alvor, onde poderá observar o típicismo desta vila piscatória, que mantém no essencial a sua traça tradicional e o casco, recomendando-se uma visita à Igreja Matriz e às ruínas do castelo, podendo ainda desfrutar de uma das esplanadas viradas para a Ria.
À noite Alvor tem à disposição um vasto leque de restaurantes e de bares com animação de música ao vivo, estando o comércio aberto até à meia-noite.
Se optar por Portimão poderá jantar nos remodelados restaurantes da Zona Ribeirinha e, na Praia da Rocha nos vários restaurantes da Avenida ou do próprio areal da praia, podendo a noite continuar até às 4 horas nos bares e até às 6 horas nas discotecas.
Recomendável é assistir a um pôr-do-sol na Fortaleza ou no Miradouro.
Se gosta de caminhar poderá fazê-lo nas rotas acessíveis do centro da cidade ou na Zona Ribeirinha. Na Praia da Rocha um passeio pela avenida poderá ser igualmente muito relaxante.
Além destas ofertas diárias, a cidade tem ainda um vasto leque de iniciativas públicas e privadas que prometem agradar os visitantes, que certamente viveram momentos únicos e dificilmente repetíveis:

De 24 a 26 de Julho decorre na Zona Ribeirinha de Portimão o Carnaval da Bahia Portimão 09, com actuações de Carlinhos Brown (24), Netinho (25) e Daniela Mercury (26) e animações de Banda Folia & Joice Bahia, Jeam Cremona, Sambrasil, Cláudia Ferreira, Capoeira Topázio, Samba de Roda, Grupos de Axé (Jamaica Dance) e Baile Funk (com DJ Careca).
Se gosta de outras músicas no dia 25 poderá assistir, na Igreja do Colégio ao Concerto com o Grupo Euterpensemble (música clássica).
Já no dia 30 de Julho o Pavilhão Arena oferece o Concerto Innocence, com Carlos Marin.
Durante o mês de Agosto, quase diariamente a Fortaleza de Santa Catarina apresenta “Música ao Pôr do Sol”, por Joana Gouveia Quarteto.
Entre os dias 5 e 8 de Agosto será a vez do Autódromo do Algarve oferecer o Festival Rock One, com as actuações de James Morrison, Mia Rose e The Waterboys (5), Bloc Party, Os Pontos Negros e Dub Inc. (6), James, Ana Free, Bjorn Again e The Waterboys (7) e The Offspring, Tara Perdida, Fonzie e My Bloody Valentine (8).
A atrair multidões todos os anos mantém-se o Festival da Sardinha, na Zona Ribeirinha, entre os dias 7 e 16 de Agosto, este ano com espectáculos a cargo de Paulo Gonzo (7), José Cid (8), Amália Hoje (9), Xutos & Pontapés (10), Platinum Abba (11), Carlos do Carmo (12), Deolinda (13), Jorge Palma (14), Zeca Baleiro (15) e Tito Paris (16).
Podemos ainda destacar os Grande Espectáculos Musicais. O próximo espectáculo estará a cargo da By the Music, que a partir das 22 horas do próximo dia 31 (Sexta-feira), apresenta no Auditório Municipal de Portimão “Momentos de Dança Clássica”, em que actuam 13 bailarinos da Companhia Nacional de Bailado. Trata-se de um ‘best of’, cujo repertório inclui Giselle, D. Quixote, Quebra-nozes, Lago dos Cisnes, Cinderela, Romeu e Julieta e outros clássicos. Em 21 e 22 de Agosto, apresenta-se o Grande Circo Acrobático de Pequim com o espectáculo “Dreams”. Baseado na arte milenar da acrobacia chinesa, integra 35 ginastas e acrobatas que retratam um colorido mundo de sonho visto pelos olhos de uma jovem criança. Por fim, a 12 de Setembro, do México virá o Ballet Nacional de Jalisco, que apresentará os “Mariachis de Jalisco”.
Entre os dias 25 de Julho e 23 de Agosto decorre a Feira do Livro de Portimão, na Zona Ribeirinha, onde poderá contactar com alguns escritores em sessões de autógrafos.
Entre os dias 25 de Julho e 16 de Agosto decorre a Exposição World Press Photo (a que concorreram 96.268 fotógrafos, de 124 nacionalidades, tendo o júri atribuído prémios em dez categorias diferentes a 62 fotógrafos, de 27 países), no Museu de Portimão, que passa a estar aberto em horário nocturno e oferece ainda as exposições: Manuel Teixeira Gomes “O Coleccionador de pintura”, De 1910 à Actualidade – Moedas Comemorativas Portuguesas e Art Allgarve 2009 - As Bright as the Sun
Se gosta de exposições pode ainda visitar a Exposição Forças, no Teatro Municipal de Portimão, a Exposição de pintura de Helena Reis “Coisas de Mim” (EMARP) e o Ciclo de Exposições de Alvor.
Dia 3 de Agosto há teatro de rua, na Alameda da República, com a participação especial de João Baião na peça “Família Fulia”.
A cidade festeja igualmente datas especiais, como acontece com as Festas de Santo André (1, 2, 8 e 9 de Agosto), na Paróquia da Penina e, nos mesmos dias, o Dia Internacional da Juventude, com concertos, DJ’s, cinema e muita animação no areal da Praia da Rocha, junto ao Miradouro.
Se gosta de desporto, a Área Desportiva da Praia da Rocha permite visualizar ou praticar actividades como: Futebol, Voleibol, Basquetebol, Rugby, andebol, Speedminton, Flingo, Frisbee, Tiro ao Alvo, Hidroginástica, Caminhada, Fitness, Surf ou Mergulho.
Dias 1 e 2 de Agosto realiza-se uma Etapa do Campeonato Nacional de Futvólei e, nos dias 8 e 9 de Agosto as 24 horas de Futebol de Praia.
A destacar e a não perder é o Mundialito de Futebol de Praia, nos dias 7 e 9 de Agosto.
Se gosta de emoções fortes e muita adrenalina, o Autódromo do Algarve proporciona muitas provas, até ao final do ano, que justificarão a sua presença.
Entre 31 de Julho e 2 de Agosto ocorrerá, pela primeira vez em Portugal, os 1000 Km do Algarve- Le Mans Series, com corridas nocturnas.
De 28 a 30 de Agosto de 2009 realiza-se o Campeonato Open de Velocidade/Vodafone
De 11 a 13 de Setembro realiza-se o Campeonato FIA GT (GT3 e GT4) e de 18 a 20 o Campeonato FIA GT (GT1 e GT2)
Outubro será um mês em cheio com Campeonato Nacional de Velocidade (9 a 11), o Algarve Historic Festival (16 a 18) e o Superbike World Championship (23 a 25)
Não faltam motivos para visitar Portimão neste Verão. Afinal Verão em acção é em Portimão.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Portimão homenageia figuras do cinema

Foram aprovados na Reunião de Câmara da passada Quarta-feira os topónimos de homenagem a figuras do cinema português, numa zona urbana, denominada Quinta das Oliveiras.
Foram alvo de homenagem os realizadores:

António Lopes Ribeiro (Lisboa 16.04.1908-14.04.1995) – Estreou a sua carreira de cineasta como critico e assistente de realização, em 1925.
Co-fundador da revista Imagem (1928) e do jornal A Bola, dirigiu os semanários Kino (1930) e Animatógrafo.
Em 1941 lançou uma empresa produtora, à qual se deve o filme de Manoel de Oliveira Aniki-Bobó.
Na realização estreou-se com o documentário Bailando ao Sol (1928).
Entre 1940 e 1970, através de documentários e curtas e médias-metragens, faz a cobertura de todos os actos oficiais.
Realizou os seguintes filmes:
A Revolução de Maio (1937)
Feitiço do Império (1940)
Gado Bravo (1934)
O Pai Tirano (1941)
Amor de Perdição (1943)
A Vizinha do Lado (1945)
Frei Luís de Sousa (1949)
O Primo Basílio (1959)



Leitão de Barros (José Júlio Marques Leitão de Barros) (Porto 02.10.1896-Lisboa 29.06.1967) – Conhecido como jornalista e cineasta, também foi pintor de aguarelas.
Em 1918 iniciou a carreira de cineasta para a produtora Lusitânia Filmes.
Foi cenógrafo nas peças de Amélia Rey Colaço e no teatro de revista.
Em 1932 criou, com grande êxito, as marchas populares e, em 1934, foi criador da Feira Popular. Realizou os seguintes filmes:
Lisboa, Crónica Anedótica (1929)
Maria do Mar (1930)
A Severa (1931 – Primeiro filme sonoro português)
Maria Papoila (1937)
Ala-Arriba! (1942)
Bocage (1936)
Inês de Castro (1945)
Camões (1946)

Manoel de Oliveira (Porto 11.11.1908) – Cineasta, estreou-se no cinema como figurante no filme Fátima Milagrosa (1929) e como realizador no documentário Douro, Faina Fluvial (1931).
Como actor participou no filme A Canção de Lisboa (1934).
Aniki Bobó (1942), a sua primeira grande-metragem é uma das obras de referência do cinema português.
O mais velho realizador de cinema do mundo em actividade e o cineasta português mais premiado de sempre, o aniversário de Manuel de Oliveira coincide com o dia da elevação de Portimão a cidade.
Realizou os seguintes filmes:
O Pintor e a Cidade (1956 – Venceu a Harpa de Ouro do Festival Cork – Irlanda)
Acto de Primavera (1962)
A Caça (1963)
Benilde ou a Virgem-Mãe (1975)
O Passado e o Presente (1977)
Amor de Perdição (1978)
Francisca (1981)
Le Soulier de Satin (1985 – Recebeu o Prémio da Crítica no Festival de Veneza)
Os Canibais (1988)
Non ou a Vã Glória de Mandar (1990)
A Divina Comédia (1991)
O Dia do Desespero (1992)
Vale Abraão (1993)
A Caixa (1994)
O Convento, Viagem ao Princípio do Mundo (1997)
Inquietude (1998)
A Carta (1999)
Palavra e Utopia (2000)
Vou para Casa (2001)
O Princípio da Incerteza (2002)
Um Filme Falado (2003)
O Quinto Império (2004)
Espelho Mágico (2005)
Belle Toujours (2006)
Cristóvão Colombo: O Enigma (2007)

Como actores foram homenageados:
Vasco Santana (Lisboa 28.01.1898-13.06.1958) Actor, pisou pela primeira vez o palco, por acaso, com 19 anos de idade, em substituição de um artista que adoecera. Iniciou-se, assim, uma carreira notável de comediante, que o levou a participar em revistas, operetas, comédias e filmes.
Participou em filmes como:
A Menina Endiabrada (1929)
O Dinheiro dos Pobres (1956)
A Canção de Lisboa (1931)
O Pai Tirano (1941)
O Pátio das Cantigas (1942)
Fado (1947)

Beatriz Costa (nome artístico de Maria da Conceição) (Mafra 14.12.1910-15.04.1996) Actriz, estreou-se como corista no Éden-Teatro em 1923.
Em 1924 estreou-se como actriz na revista Fado Corrido.
Actuou em numerosas revistas e filmes musicados, de que se destacam:
A Canção de Lisboa
O Trevo de Quatro Filhas (1936)
A Aldeia da Roupa Branca (1938)
Abandonando os palcos, dedicou-se à escrita de livros de memórias:
Sem papas na língua (1975)
Quando os Vascos eram Santanas… e não Só (1977)
Mulher sem fronteiras (1981)
Nos Cornos da Vida (1984)
Eles e Eu (1990)

Portimão homenageia o Dr. Lineu Lopes Teixeira

Foram aprovados na Reunião de Câmara da passada Quarta-feira os topónimos de homenagem ao Dr. Lineu Lopes Teixeira, com a atribuição de uma Rua e de uma Travessa com o seu nome, em zona urbana, paralela à Estrada de Monchique. Esta localização foi escolhida tendo em atenção a sua proximidade ao Hospital do Barlavento Algarvio.
O Dr. Lineu Lopes Teixeira, médico especialista em Cardiologia, é natural de Lisboa, onde nasceu em 20/09/1937, tendo falecido em 18/07/1992. Era filho do também médico portimonense Dr. António Lopes Teixeira.
Logo que tirou o curso na Faculdade de Medicina de Lisboa, em 1964 e apesar de ter permanecido na capital para tirar a especialidade, desde logo começou a exercer medicina em Portimão, ao fim-de-semana, no consultório do seu pai, na Rua Nova, onde sempre viveu e onde ainda hoje funciona um consultório médico.
Prestou serviço militar obrigatório em Angola, como Alferes Miliciano Médico, em 1968-1969, onde ficou conhecido pelo seu elevado humanismo.
Tirou a especialidade em cardiologia 1971, passando desde então a exercer essa actividade em Portimão, de forma permanente.
Sendo uma especialidade rara na altura na região algarvia, vinha gente um pouco de todo o Algarve ao seu consultório, atraída pela fama de excelente cardiologista que o Dr. Lineu tinha.
Muitas vezes, as gentes mais pobres, que não tinham dinheiro para pagar os seus serviços, pagavam as consultas com peixe, carne ou legumes que traziam do campo.
Publicou um estudo sobre “A Mortalidade no Enfarte do Miocárdio”, no Boletim da Sociedade Portuguesa de Cardiologia XI: 371, 1973, com a colaboração do Dr. José Alberto Rato e A. Agualusa, Silva Serrano, A. Maldonado Simões, L. Pereira de Almeida, Seabra Fabião, Sousa Prates.
Presta, assim, a cidade de Portimão, uma justa homenagem a este clínico, personalidade conhecida pelo seu humanismo e competência profissional, além de ter sido um dos principais proprietários da cidade.

Portimão homenageia o Dr. António Rocha da Silveira

Foram aprovados na Reunião de Câmara da passada Quarta-feira os topónimos de homenagem ao Dr. António Rocha da Silveira, com a atribuição de uma Rua e de uma Travessa com o seu nome, em zona urbana, paralela à Estrada de Monchique. Esta localização foi escolhida tendo em atenção a sua proximidade ao Hospital do Barlavento Algarvio.
O Dr. António Rocha da Silveira, médico especialista em Obstetricia/Ginecologia, é natural de São Romão - Seia, onde nasceu em 02/09/1920, tendo falecido em 29/07/1993.
Licenciado em Medicina em 26.07.1945, pela Universidade de Coimbra, o Dr. António Rocha da Silveira veio para a cidade de Portimão em 1950, tendo permanecido nesta cidade até à sua morte, exercendo medicina nos seguintes locais:
1950-1975 – Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Portimão
1975-1990 – Hospital Distrital de Portimão (onde exerceu as funções de Director Clínico e de Director do Serviço de Obstetricia/Ginecologia)
Entre 1954 e 1973 foi médico de dispensário em regime eventual, no Instituto Maternal, após o que passou para a categoria de Médico de Saúde Materno-Infantil no mesmo instituto, onde permaneceu até 1987.
Foi um dos fundadores do Rotary Clube de Portimão, do qual foi Presidente.
Esteve ainda ligado às direcções do Portimonense, dos Bombeiros Voluntários de Portimão e a diversas associações do município.
Presta, assim, a cidade de Portimão, uma justa homenagem a este clínico.

Portimão tem novos topónimos

Foram aprovados na Reunião de Câmara realizada na passada Quarta-feira um conjunto de novos topónimos, que pretendem homenagear pessoas, locais, valorizações históricas ou aspectos naturais e culturais com relevância na cidade.
Ao lado de grandes nomes de destaque nacional e internacional, surgem figuras locais, que muito contribuíram para o desenvolvimento da cidade, que atingem deste modo a justa imortalidade toponímica.
São novos topónimos de Portimão:
Zona entre a Estação da C.P. e Cardosas:
- Rua António Rocha Silveira
- Rua Lineu Lopes Teixeira
- Rua do Poço Seco
- Travessa António Rocha Silveira
- Travessa Lineu Lopes Teixeira
- Travessa das Cardosas
Zona da Companheira:
- Rua Vista Rio
- Rua da Alvorada
- Rua do Cerro Gordo
- Travessa da Alvorada
- Travessa da Hortinha
Zona do Malheiro – Ladeira do Vau
- Estrada da Caleira
- Rua Poço da Baralha
- Rua da Baralha
- Travessa da Baralha
Zona da Quinta da Ouriva – Ladeira do Vau
- Rua Ribeira de Boina
- Rua das Gaivotas
- Rua dos Morgados
- Rua dos Silos
Zona do Malheiro
- Rua das Paisagens
- Rua das Palmas
- Rua dos Pastores
- Travessa das Palmas
- Travessa das Túlipas
Zona da Coca Maravilhas
- Praceta Alto da Boavista
- Travessa Nossa Senhora da Conceição
Zona da Encosta da Marina
- Travessa dos Oceanos
Zona da Bemposta – Sobreiras de Cima – Aldeia das Sobreiras
- Praceta António Lopes Ribeiro
- Praceta Vasco Santana
- Rua Alcácer Quibir
- Rua Beatriz Costa
- Rua Damião de Gois
- Rua Dom José I
- Rua Dom Manuel I
- Rua Dom Sebastião
- Rua Fernão Mendes Pinto
- Rua Gil Simões
- Rua João Vaz Corte Real
- Rua Leitão de Barros
- Rua Manoel de Oliveira
- Rua Vera Cruz
- Rua das Naus
- Rua de Tânger
- Rua dos Padrões
- Travessa Fernão de Magalhães
- Travessa Vera Cruz
- Travessa das Sobreiras
Zona das Vilas da Bemposta – Vale Freire
- Avenida da Europa
- Avenida de Portugal
- Estrada das Alagoas
- Rua da Dinamarca
- Rua da Escócia
- Rua da Finlândia
- Rua da França
- Rua da Grécia
- Rua da Holanda
- Rua da Inglaterra
- Rua da Noruega
- Rua da Suíça
- Rua da Suécia
- Rua das Piteiras
- Rua de Espanha
- Rua da Bélgica
- Rua da Irlanda
- Rua de Malta
- Rua do Luxemburgo
- Rua dos Açores
- Rua da Itália
- Rua da Madeira
- Rua da Alemanha
- Rua Goa Damão e Dio

Portimonense Carlos Martins homenageado internacionalmente

Não é todos os dias que um cidadão portimonense é homenageado no circuito internacional, pelo que devemos felicitar aqueles que atingem tal patamar de reconhecimento.
Carlos José das Neves Martins, candidato a Presidente da Câmara Municipal de Portimão nas Autárquicas de 1989, 1993 e 1997; Deputado da Assembleia da República entre 1999-2005; Secretário de Estado da Saúde do XV Governo Constitucional e Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Turismo do XVI Governo Constitucional vê agora reconhecida a sua actividade empresarial na firma G&M Investimentos e Consultadoria, pelo Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil – Negócios na Língua Portuguesa, numa cerimónia que terá lugar na sequência do V Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa, que decorrerá no próximo dia 21 de Julho, na cidade da Praia – Cabo Verde, iniciativa que junta mais de 1000 empresários de língua portuguesa.
Carlos Martins junta esta homenagem às de “Reconhecimento e Mérito pelo Desenvolvimento e Promoção do Algarve, 2003”; “Primus Inter Pares -Politico do Ano- 2002/2003” e “Medalha de Mérito Municipal de Portimão, Grau Ouro”.
Enquanto portimonense felicito Carlos Martins pelo seu sucesso e agradeço a projecção internacional que dá à minha cidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Portugal – Um país de faz-de-conta

Há anos que a oposição acusa o Governo de viver num país irreal, de sonho, sem problemas…
No entanto, o problema é muito mais grave do que parece e ultrapassa a politiquice governamental. Todo o país, de Norte a Sul, parece viver numa realidade que não é a sua; num país de faz-de-conta.
Há, pelo menos 12 anos, que Portugal vive a era do TGV um, na altura, moderno, rápido e eficaz meio de transporte, que se implementava na Europa mais desenvolvida. Como não somos menos do que os outros, construímos três linhas novas: Vigo-Lisboa; Lisboa-Madrid; Sevilha-Lisboa. Com estes equipamentos ficamos muito mais próximos da Europa desenvolvida, com reflexos visíveis na economia nacional. Foram 12 anos difíceis, onde não faltaram vozes a favor e contra. Chegava um Governo e anunciava o inicio da construção do TGV, chegava outro Governo e anunciava o inicio da construção do TGV, chegava outro Governo e anunciava o inicio da construção do TGV… Chegou ao ponto de um Governo apresentar o início da construção do TGV como uma das medidas mais eficazes para fazer face à crise económica que fustigava o país real. O TGV é tema de conversa, é tema de debate, é tema de polémica mas, provavelmente, nunca será um tema de viagem.
Apesar de tudo, como o país real seria mais pobre se, no seu país de faz-de-conta, não houvesse um meio de transporte chamado TGV!!!
Há, pelo menos 20 anos, que Portugal vive a era do novo aeroporto. Trata-se de uma infra-estrutura das mais modernas do Mundo. Chamou-se ao longo de muitos anos “o Novo Aeroporto da Ota”. Ninguém podia construir numa área enorme; projectaram-se ligações rodoviárias; elaboraram-se planos de pormenor e, aviões, só a vê-los a passar em direcção à Portela. Foram 20 anos difíceis, onde não faltaram vozes a favor e contra. Chegava um Governo e anunciava o inicio da construção do novo aeroporto, chegava outro Governo e anunciava o inicio da construção do aeroporto, chegava outro Governo e anunciava o inicio da construção do aeroporto, chegava outro Governo e anunciava o inicio da construção do aeroporto… Até que chegou um Governo e decidiu que o novo aeroporto não será o da Ota, mas sim o de Alcochete. No país real nada de diferente se passou, mas no país de faz-de-conta um castelo de sonhos desmoronou. Chegou a hora de indemnizar a região da Ota pela não construção do aeroporto que nunca teve no mundo real, mas que existiu ao longo dos últimos 20 anos no país do faz-de-conta. Agora Alcochete é a obra fundamental, que servirá de alavanca para tirar o país da crise, se algum dia chegar a ser construído…
Para mim, Portugal, se depender destas obras, ficará eternamente na crise.
No entanto, no Portugal do faz-de-conta, até já há:
Uma terceira auto-estrada de ligação entre Lisboa e o Porto, por enquanto sem portagens;
Uma terceira ponte sobre o Tejo, por enquanto sem ligar margens;
Um novo Hospital Central do Algarve, por enquanto sem doentes;
Uma linha de caminho-de-ferro moderna no Algarve, por enquanto sem comboios;
Um rio Arade desassoreado até Silves, por enquanto sem barcos;
Uma Auto-Estrada a ligar a Via do Infante a Sines, por enquanto sem utilidade nenhuma;
Uma Justiça rápida e eficaz, por enquanto atrasada;
Uma autoridade que tem como principal objectivo garantir a segurança dos cidadãos e não multar carros mal estacionados, por enquanto não visível;
Um serviço de saúde sem listas de espera, por enquanto apenas no sector privado;
Um serviço regulador eficiente, por enquanto disfarçado de incompetente por excesso de modéstia;
Submarinos modernos a patrulhar a nossa costa, por enquanto num estaleiro qualquer.
Que bom que é viver no nosso país do faz-de-conta, quando todos os dias temos que acordar no país real!...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Mia Couto na Biblioteca Municipal de Portimão

O escritor moçambicano Mia Couto esteve ontem à noite na Biblioteca Municipal de Portimão para o lançamento do seu novo romance Jesusalém.
Os portimonenses marcaram presença neste lançamento, com uma sala completamente cheia, marcada pela leitura de um resumo do livro por parte de elementos do Clube de Leitura de Portimão.
Um dos autores de língua portuguesa mais conhecidos no Mundo (talvez o mais conhecido e reconhecido da antiga África Portuguesa) Mia Couto, professor e biólogo, iniciou a sua actividade literária publicada com Vozes Anoitecidas, em 1987.
É ainda autor das obras:
Cada Homem é Uma Raça (1990)
Cronicando (1991)
Terra Sonâmbula (1992)
Estórias Abensonhadas (1994)
A Varanda do Frangipani (1996)
Contos do Nascer da Terra (1997)
Vinte e Zinco (1999)
Raiz de Orvalho e outros Poemas (1999)
Mar me Quer (2000)
O Último Voo do Flamingo (2000)
Na Berma de Nenhuma Estrada e outros Contos (2001)
O Gato e o Escuro (2001)
Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (2002)
O Fio das Missangas (2004)
A Chuva Pasmada (2004)
Pensatempos. Textos de opinião (2005)
O Outro Pé da Sereia (2006)
idades cidades divindades (2007)
Venenos de Deus, Remédios do Diabo (2008)
interinvenções (2009)
Jesusalém (2009)
video

Final das obras no Castelo de Silves

Um dos principais pontos de atracção turística histórica do Algarve está de “cara lavada”.
Depois de anos em obras, que visaram principalmente fazer um levantamento arqueológico e requalificar o espaço inter-muralhas, o Presidente da República marcou presença na cerimónia de “reabertura” (o Castelo nunca esteve fechado, mas as visitas resumiam-se às muralhas) deste espaço requalificado, que promete atrair muito mais visitantes à cidade de Silves e à Região do Algarve.
Das obras realizadas destacam-se as escavações arqueológicas dos Palácios Islâmicos, a adaptação das torres em pequenos núcleos museológicos, os jardins de inspiração islâmica e uma cafetaria sobre um lago artificial. Infeliz, na minha opinião, foi a requalificação da cisterna, que merecia ser adaptada a uma sala de exposições de elevado nível.
No entanto, a requalificação foi bastante positiva e acredito que incentivará o desenvolvimento turístico, na vertente histórica, da Região do Algarve.
Para complementar esta valorização do património, deverá a Sé de Silves ser, igualmente, alvo de uma intervenção urgente, que garanta a segurança de quem quer fazer um turismo histórico no Algarve.
Seguem algumas fotos do Castelo requalificado:

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Porto de Cruzeiros de Portimão


Com o desassoreamento da foz do Rio Arade, o Porto de Cruzeiros de Portimão criou um novo vigor, tornando-se um ponto de passagem e atracagem de navios de cruzeiro de média dimensão.
Até ao final do presente ano, 26 navios atracarão na cidade de Portimão, trazendo a bordo 26.000 turistas que, de outra forma, nunca se deslocariam à Região do Algarve.
A este volume de turistas há que acrescentar aqueles que, semanalmente, neste porto, embarcam ou desembarcam do ferry «Volcán de Tijarafe» da empresa Navieras Armas, que realiza uma carreira regular com destino ao Funchal e que, entre 15 de Junho de 2008 e 14 de Junho de 2009, transportou 25.948 passageiros e um total de 10.820 veículos.
Importa, assim, dar uma especial atenção urbanística a esta zona ribeirinha, que se assume, cada vez mais, como uma importante porta de entrada turística na cidade de Portimão e, consequentemente, na Região do Algarve.
Com o declínio da utilização do Porto de Portimão como local de carga e descarga de mercadorias e a implementação do transporte de passageiros, fará todo o sentido ampliar o Porto de Cruzeiros para Sul, permitindo a ancoragem de mais do que um navio em simultâneo. No passado dia 21 de Junho, para que atracasse no porto o «Thomson Destiny», o maior navio de sempre a entrar num porto algarvio, transportando 1450 passageiros e uma tripulação de 540 elementos, mostrou-se inevitável o atraso no embarque e partida do Amarras, que só saiu da Portimão à noite.
A recuperação do Convento de São Francisco mostra-se ainda mais urgente, podendo perfeitamente ser utilizado como o primeiro ponto de visita em Portimão e, ao mesmo tempo, como um convite para a deslocação pedonal dos turistas para a zona ribeirinha e o centro da cidade.
Também a falésia da Estrada da Rocha deve ser alvo de uma requalificação que a torne num importante cartaz turístico da cidade, uma vez que o desenvolvimento sustentável de uma cidade ou de uma região não se faz apenas com as grandes obras, mas também com as pequenas intervenções de pormenor que as complementam.
Até ao final de Setembro, atracarão na cidade de Portimão os seguintes navios:
2 Ago. Thomson Destiny – 2029 passageiros
11 Ago. Oceana – 2916 passageiros
18 Set. Vistamar - 405 passageiros
20 Set. Thomson Destiny – 2029 passageiros
21 Set. Rotterdam – 1916 passageiros
23 Set. Thomson Spirit – 1774 passageiros
25 Set. Astor – 820 passageiros

Memórias e Raízes da Família Henriques da Silva


Da autoria de Paulo Henriques da Silva Coutinho Rebelo, foi editado em Março passado o livro de genealogia "Memórias e Raízes da Família Henriques da Silva", uma obra notável pelo seu conteúdo e apresentação.
Este trabalho, que se refere a uma notável família da Pampilhosa da Serra, apresenta, além da genealogia, os documentos que serviram de base à informação, contendo imagens digitalizadas e integrais de Forais, Requerimentos, Testamentos, Documentos militares e autárquicos, além de brazões e fotografias, tudo numa obra com quase 900 páginas de elevada qualidade.
Nesta obra são tratadas as seguintes famílias da Beira Baixa:
Silva
Fernandes
Almeida
Gaspar
Henrique
Motta
Barriga
Lameira
Rebelo
Vide
Barata
Homem
Castelão
Tavares
Pinto
Abreu
Cunha
Eça
André
Matos
Gonçalves
Vaz
Camelo
Gouveia
Está de parabéns o autor desta obra recomendável a todos os genealogistas.

Petição pela Regionalização debatida na Assembleia da República

A Petição levada a cabo pelo Movimento Cívico “Regiões Sim”, que conseguiu recolher 7.852 assinaturas de apoio e subscrição oriundas de todo o país, será debatida em plenário da Assembleia da República no próximo dia 23 de Julho de 2009.
Esta petição tinha 3 objectivos principais:
Provocar um debate em plenário sobre esta matéria, e assim dar visibilidade nacional e institucional a uma questão política considerada da maior relevância, o que foi conseguido;
Apelar aos partidos políticos para que assumam, de forma clara e inequívoca, nos seus programas eleitorais a apresentar ao povo português nas eleições legislativas deste ano, o compromisso de concretizar na próxima legislatura a criação e a instituição das cinco Regiões Administrativas, correspondentes às actuais NUTs II.
Sensibilizar os partidos políticos para que, na próxima revisão constitucional, sejam eliminados os condicionalismos excessivos colocados à Regionalização que, no entender deste Movimento Cívico, têm obstaculizado, ou podem vir a obstaculizar, a sua implementação. É o caso da obrigatoriedade da criação simultânea das Regiões Administrativas, e de certas condicionantes excessivas em sede do instituto do referendo, cujo único objectivo parece ser o de impedir a concretização da Regionalização.
Este debate agendado para 23 de Julho, tem como curiosidade principal verificar o posicionamento e o nível de compromisso de todos os partidos políticos face à problemática da Regionalização, a menos de três meses das eleições legislativas.
Damos, assim, mais um passo na direcção da necessária regionalização nacional que, no caso do Algarve, se mostra de uma urgência gritante, até como meio de concertar esforços no sentido de tornar a Região do Algarve mais competitiva em termos de destino turístico.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Filipe Abreu abandona a Assembleia Municipal de Portimão

Quem esteve presente na Assembleia Municipal na passada terça-feira assistiu, possivelmente, a um dos mais comoventes momentos de actividade política deste Órgão Municipal, quando o seu Presidente, Francisco Florêncio, leu a missiva de renúncia de mandato do Líder de Bancada do PSD, Filipe Manuel da Silva Abreu.
Ao fim de 35 anos de luta activa e ininterrupta ao serviço do PSD, da cidade de Portimão, da Região do Algarve e do nosso País, Filipe Abreu deu mais uma prova da honestidade, abnegação, coragem e sentido de dever, que tanto o caracterizam e por que tanto lutou.
Fragilizado pela doença que o afecta e sabendo que poderia pedir a suspensão do mandato até às próximas Eleições Autárquicas, Filipe Abreu considerou que estaria a trair a confiança dos que nele votaram, por sentir que, dificilmente, poderia regressar à Bancada neste mandato, optando por assumir publicamente a gravidade do seu estado de saúde e revelando mais uma vez a sua coragem, ao mesmo tempo que dá uma lição silenciosa a todos aqueles que, agarrados ao poder como lapas, se recusam a abandoná-lo em quaisquer condições.
Filipe Abreu, na passada terça-feira, mostrou-nos a fragilidade da vida, como antes, mostrou-nos até onde pode ir a coragem de lutar por valores como a liberdade, a democracia ou a luta por ideias e ideais.
Tive o enorme prazer de privar com Filipe Abreu ao longo dos últimos 20 anos, umas vezes de forma mais próxima, outras mais distante. Dos inúmeros exemplos que poderia dar da sua elevada capacidade humana e política, refiro este pessoal:
No Congresso do Coliseu, quando Cavaco Silva abandonou a liderança do PSD concorreram à liderança Fernando Nogueira e Durão Barroso. Fui a esse Congresso como Delegado e estava mandatado pela Comissão Politica para votar em Fernando Nogueira. Na altura achei que Durão Barroso era o melhor líder para o Partido e acabei por votar nele. Muitos disseram que não deveria assumi-lo publicamente, pois seria um suicídio político. Na primeira Assembleia de Militantes, fiz uma intervenção onde assumia o voto em Durão Barroso e a derrota da minha escolha. No final, Filipe Abreu pediu a palavra e disse: “Votaste contra as indicações que levavas da Comissão Política. Ainda bem que o fizeste pois votaste em consciência e de acordo com a tua consciência. Não há nada pior na vida do que votar contra a nossa própria consciência.”.
Quem analisar o percurso politico de Filipe Abreu, apesar de todas as críticas que lhe possam ser feitas, não pode questionar que ele agia com segurança, porque actuava de acordo com a sua consciência.
A Assembleia Municipal de Portimão ficou mais pobre desde terça-feira e isso foi admitido por todos os líderes de bancada com representação autárquica. Um dos maiores “animais políticos” do Algarve sai de cena, voluntariamente, mas magoado. É uma perda grada, pois não é uma daquelas estrelas cadentes que apenas brilha quando passa, mas uma estrela fixa, qual “Ursa Maior”, que brilhou intensamente ao longo dos últimos 35 anos.
Tive o privilégio de conhecer o seu trabalho como Deputado. Foi um trabalho essencialmente em prole do Algarve e da cidade de Portimão. Um dia, aqueles que se ocupam de contar a história da Região descobrirão, talvez com surpresa, que o Algarve e a cidade de Portimão lhe devem muito mais do que pensam, já que a sua humildade não lhe permitia pavonear-se com as propostas que eram por ele apresentadas e posteriormente concretizadas.
Afasta-se da política o verdadeiro Político. Não aquele que começa a surgir com cada vez mais frequência, que luta pelo seu próprio interesse e tem como único ideal o do “o que vou lucrar com isso?”, mas aquele antigo, que tem um ideal pelo qual luta e vê a causa pública como um objectivo que se sobrepõe ao seu interesse pessoal.
Filipe Abreu sempre foi e continua a ser um lutador nato. Recuso-me a ver a sua situação actual, como uma batalha final, vendo-a antes como mais um daqueles torneios difíceis em que todos temos que participar…
Enquanto Portimonense, mais do que como amigo (porque os amigos apoiam e comparticipam, não agradecem), agradeço a Filipe Abreu a forma digna como serviu a minha cidade ao longo dos últimos 35 anos, desejando que a cidade saiba honrar o seu exemplo.