terça-feira, 31 de março de 2009

Le Manège Carré Sénart

Quem tiver a oportunidade de se deslocar à Zona Ribeirinha de Portimão entre os dias 04 de Abril e 3 de Maio, não pode deixar de aproveitar dar uma volta num carrocel único no Mundo: o Le Manège Carré Sénart.
Trata-se de um carrocel com representações de animais, que são articulados pelos próprios utilizadores do divertimento, o que torna cada viagem uma experiência única.
Os animais representados são 3 búfalos gigantes, 4 insectos trepadores, 10 insectos montados em carris e 3 cabeças de peixe, que podem ser aticulados e conduzidos por pessoas a partir dos 2 anos de idade.
Certamente uma oportunidade única de conhecer este carrocel francês, que já teve em cidades como Sénart, Madrid, Anvers, Le Havre, Londres e terá a sua estreia portuguesa na cidade de Portimão.

sábado, 28 de março de 2009

Assento de casamento de Diogo Gonçalves

Hoje tenho o prazer de apresentar aos seguidores deste blogue a imagem do assento de casamento de um dos maiores vultos que já nasceu na actual cidade de Portimão. Trata-se de Diogo Gonçalves, o fundador da Igreja do Colégio, em Portimão.

Baptizado a 03-02-1596, em Portimão, encontra-se sepultado no altar do templo que mandou construir, constando no seu túmulo a seguinte indicação:"Sepultura de Diogo Gonçalves, Cavaleiro Fidalgo da Casa de Sua Magestade e na Índia Capitão da Guarda e Vedor da Casa do Vice-Rei Pedro da Silva, natural desta vila e verdadeiro pai da pátria para cujo ensino fundou este colégio à Companhia de Jesus, que duou de boas rendas para ter mestres de Escola, Latim e casos, com duas capelanias. Ele lhe lançou a primeira pedra dia das onze mil Virgens do ano de 1660 e dedicou sua Igreja a S. Francisco Xavier, Apóstolo da Índia. Faleceu de 73 anos de idade aos 17 de Junho de 1664."

Nos topos encontram-se duas inscrições: "Estão também os ossos de Isabel de Sousa, sua mulher" e "Estão também os ossos de D. Inês de Sousa, sua filha."

O assento de casamento aqui apresentado data de 12 de Maio de 1616.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Frei Vicente de Santo António - Padroeiro da cidade de Albufeira


Natural de Albufeira, onde nasceu em 1590, Vicente de Carvalho (nome de baptismo de Frei Vicente de Santo António), era filho de António Simões, um médico dessa cidade e de Catarina Pereira.
Oriundo de uma família nobre, Vicente dedicou-se aos estudos na sua terra natural até aos 14 anos, idade com que partiu para Lisboa, onde estudou durante mais oito anos. Revelou-se, então, um bom cantor, músico, dextro tocador de instrumentos, conhecedor de línguas clássicas, desenhador, estudante de Medicina e esgrimista.
No entanto, foi a sua grande vocação religiosa que se sobrepôs, fazendo-o tomar a decisão de tornar-se padre, em 1612.
No ano de 1621, quando já se encontrava no México, ingressou na Ordem dos Agostinhos Recoletos.
Assumindo-se missionário, desse país seguiu para as Filipinas e daí para o Japão.
Vicente chegou a este país numa época bastante contorbada, em que os seus governantes, receando a propagação do cristianismo, iniciam grandes perseguições religiosas aos cristãos.
Fugindo a essas perseguições, Frei Vicente de Santo António refugiou-se nas montanhas, onde permaneceu durante 6 anos, nunca deixando de dar catequese aos nativos.
Preso em 1629, esteve encarcerado durante dois anos.
Em 2 de Setembro de 1632, foi-lhe lida a seguinte mensagem: “Manda o Imperador que no lugar já preparado sejam os seis queimados vivos, se não renegarem antes a lei que pregam, se o fizerem, porém, ficam livres e serão favorecidos e honrados pelo Imperador”.
Frei Vicente viria a acatar o martírio como dádiva de Deus, a 3 de Setembro de 1632, nas imediações de Nagasáqui.
Beatificado em 1867, tornou-se padroeiro de Albufeira em 1965.

terça-feira, 24 de março de 2009

João Pinto Delgado - Um poeta desconhecido na sua terra

Ao longo dos Séculos muitos foram aqueles que nasceram em Portimão e partiram para outras terras, pelos mais variados motivos. Se alguns não deixaram rasto, outros subiram aos mais alto patamar social e cultural nas localidades que os acolheram. Nomes como Leão Pacheco e Vicente Bello permaneceram na nossa memória, mas outros há que, injustamente, caíram no esquecimento, carecendo de conhecimento e de uma maior divulgação.
Soube hoje da existência de um grande poeta portimonense que, fugido à Inquisição, refugiou-se em Ruão, onde passou a viver e a escrever.
A seu respeito, segue o texto retirado de http://ruadajudiaria.com/?p=281, uma página com um conteúdo brilhante:
"Apesar de virtualmente desconhecido e ignorado em Portugal, João Pinto Delgado é considerado o maior poeta marrano do século XVII – equiparado a Luis de León, Garcilaso de la Vega e outros nomes grandes da Época Dourada. Nascido em Portimão, em 1580 – o ano provável da morte de Luís de Camões –, era o mais velho dos três filhos de Gonçalo Delgado e neto de um poeta menor igualmente chamado João Pinto Delgado – com quem seria muitas vezes confundido. Aos 20 anos deixa o Algarve e muda-se com a família para Lisboa, com o objectivo de estudar e prosseguir as suas ambições literárias. É na capital – entretanto já sob o domínio espanhol da dinastia Filipina – que toma contacto pela primeira vez com as obras de Jorge Manrique, Garcilaso, Herrera, Góngora e Luis de León, que na época circulavam sob a forma de manuscritos. Apesar de existirem alguns poemas seus em português, o grosso da sua obra foi originalmente escrito em espanhol.
Em 1624, João Pinto Delgado parte para Ruão para se juntar aos seus pais, que entretanto tinham escapado à Inquisição portuguesa. É nesta cidade francesa – onde o seu pai é um dos líderes da comunidade marrana ibérica ali radicada – que publica uma colecção de poemas que viria a cimentar a sua reputação literária: Poema de la Reyna Ester. Lamentaciones del Profeta Ieremias. Historia de Rut, y varias Poesias.
Pouco depois da Inquisição espanhola ter enviado um emissário a Ruão para investigar os cripto-judeus em França, a família de João Pinto Delgado parte para Antuérpia e logo a seguir para Amsterdão. Aqui, perante a relativa tolerância religiosa holandesa, passa a praticar o judaísmo de forma aberta e livre pela primeira vez, e João passa a chamar-se Moshe (Moisés) Pinto Delgado. Entre 1636 e 1640 torna-se um dos sete parnasim (governadores) da Yeshiva (seminário religioso) Talmude Torá de Amsterdão, onde na altura estudava o pequeno Baruch (Bento) Spinoza.
Na sua obra poética, João Pinto Delgado busca os seus temas frequentemente na Bíblia Hebraica, uma tendência que partilha com os poetas marranos da época. Tem uma atracção particular por histórias que relatam o poder de Deus para resgatar Israel em tempos de sofrimento, tal como o demonstram as narrativas de Ester e do Êxodo, ambos por ele adaptadas poeticamente.
Em Lamentaciones del Profeta Ieremias, João Pinto Delgado discorre sobre as tragédias da história de Israel, apresentando a visão de que o povo é responsável pelo seu sofrimento por ter falhado aderir por completo à Lei de Moisés. Este é um tema recorrente da literatura marrana, derivado em grande medida de sentimento de culpa em relação à sua própria observância religiosa judaica, disfarçada sob a falsa capa do omnipresente catolicismo.
Na poesia de João Pinto Delgado transparece a sua noção de que a Inquisição seria um instrumento de Deus para trazer os marranos de volta ao judaísmo, acordando neles a firme noção das suas origens. João Pinto Delgado morreu em Amsterdão, a 23 de Dezembro de 1653.
Publica-se hoje aqui na Rua da Judiaria a primeira de três partes de La Salida de Lisboa, um dos raros poemas autobiográficos de João Pinto Delgado, retirado de um manuscrito da colecção Etz Haim, de Amsterdão, publicado pela primeira vez por pelo historiador I.S. Révah no artigo “Autobiographie d’un Marrane” (Revue des Études Juives, 1961).

La Salida de Lisboa (Parte I)
Aquí está la infame puerta,
la del olivo y la espada,
Para salir tan cerrada,
Y para entrar tan abierta.
Si en ti la paz se destierra,
no eres del ramo capaz,
Porque uno promete paz
y el outro la guerra.

Recoge, o nave, a Sodoma;
sólo a su cómplice embarca,
que, como no eres el Arca,
no hay que esperar la paloma.

Mancha tu cuchillo fiero
y queda pendiente aquí:
quedará la insignia en ti
como blasón verdadero.

Y tú, el más fiero león,
que matas quien no te ofende,
por mano de quien te entiende
tendrás la satisfacción.

Y aunque nace tu alegría
viendo a tantos perecer,
si a muchos lo hiciste ver,
también has de ver tu dia.

Si nuestro pecado obliga
a sufrir tanto rigor,
considera que el Señor,
si disimula, castiga.

Si parece que se olvida
de castigar su enemigo,
es sólo porque el castigo
ha de ser más que en la vida.

Porque el cielo más se indine,
fabricaste tu palacio
donde diste um breve espacio
para que el cuerpo se incline.

La doncella, entre el tormento,
estando en la vida incierta,
medio viva e medio muerta,
responde a tu pensamiento.
Y entre penas y entre engaños,
su temor no perdonó
al padre que la engendró,
cuanto y más a los extraños.

Niegas la vida a quein niega,
y el que confiessa y se olvida,
si ver remedio, su vida
entre las llamas entrega.

No basta ver que sudó
el pobre com lo que vives,
pues lo que ganó recibes
e coges lo que él sembró.

João Pinto Delgado (1580-1653)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ramalho Ortigão - Filho de um algarvio

José Duarte Ramalho Ortigão, nasceu na freguesia de Santo Ildefonso em 24.11.1836 e faleceu na freguesia das Mercês, em Lisboa, em 27.09.1915. Escritor notável, estudou Direito na Universidade de Coimbra. De regresso ao Porto, dedicou-se ao ensino, dando aulas de Francês no Colégio da Lapa. Estabeleceu-se em Lisboa ao ser nomeado oficial da secretaria da Academia de Ciências, começando a colaborar em vários jornais e revistas. Já em Lisboa, torna-se amigo de Eça de Queirós e inicia com ele a publicação de As Farpas. Fez várias viagens ao estrangeiro, viagens estas que influenciaram o seu modo de ver Portugal. Obras: Literatura de Hoje (1866), Em Paris (1868), Histórias Cor de Rosa (1870), As Farpas (1871-1884), Banhos de Caldas e Águas Minerais (1875), As Praias de Portugal (1876), Notas de Viagem (1878), A Holanda (1885), John Bull (1887), O Culto da Arte em Portugal (1896), El-Rei D. Carlos o Martirizado (1908), Últimas Farpas (1911-1914).
Se estas notas biográficas são fáceis de encontrar, já as suas raízes Louletanas raramente são referidas. Na verdade, Ramalho Ortigão era filho de Joaquim da Costa Ramalho Ortigão, Primeiro-Tenente de Artilharia, nascido na freguesia de São Clemente, em Loulé, em 27.02.1813, que veio a casar no Porto com Antónia Alves Duarte Silva, natural dessa cidade.
O avô paterno, José Costa Leal Brito, era igualmente natural de São Clemente, mas a avó paterna, Rita Delfina da Paz Ramalho Ortigão, era natural da freguesia da Sé, de Faro.
Não deixa de ser curioso comparar a vida de Ramalho Ortigão com a de outros homens de letras do seu tempo com ligações genealógicas ao Algarve, como é o caso de Fernando Pessoa e Teixeira Gomes, sendo possível verificar a importância que a vivência no estrangeiro de cada um deles se veio a reflectir no brilhantismo das suas obras literárias.
Terá a inspiração artistica, neste caso literária, origem cromossomática, ou estas semelhanças não passam de uma mera coincidência?

quinta-feira, 19 de março de 2009

As origens Portimonenses de Adelino Amaro da Costa

Adelino Manuel Lopes Amaro da Costa, que nasceu em Lisboa em 18.04.1943 e faleceu no acidente de Camarate em 04.12.1980 foi um notável político português, detentor da pasta da Defesa Nacional à data da sua morte. Engenheiro Civil, após o 25 de Abril de 1974, foi um dos fundadores, juntamente com Freitas do Amaral, do CDS, tendo sido o primeiro secretário-geral desse novo Partido. Deputado à Assembleia Constituinte entre 1975 e 1976 e deputado à Assembleia da República até 1980, chegou a ser presidente do Grupo Parlamentar do CDS. Com a vitória da AD nas eleições legislativas de 1980, foi-lhe atribuída a pasta da Defesa Nacional do VI Governo Constitucional, tornando-se o primeiro civil a assumir o cargo de Ministro da Defesa, após o 25 de Abril.
Faleceu num desastre de avião em Camarate, na noite de 04 de Dezembro de 1980, em conjunto com a sua esposa, o então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e a companheira deste, Snu Abecassis, quando se dirigiam para o Porto para participar num comício de apoio a Soares Carneiro, o seu candidato para as eleições presidenciais desse ano.

Se estas notas biográficas são conhecidas da esmagadora marioria dos portugueses, poucos saberão da costela algarvia de Adelino Amaro da Costa e das suas raízes ao município de Portimão. No entanto, o seu bisavô paterno, José Rafael da Costa, falecido em 1912, era um proprietário rural nascido e morador na Mexilhoeira Grande. Tinha, assim, Adelino Amaro da Costa uma próxima relação familiar com muitos antigos e actuais portimonenses.

O bisavô paterno de Adelino Amaro da Costa.

terça-feira, 17 de março de 2009

Carta de criação da povoação de São Lourenço da Barrosa e de privilégios aos seus moradores

A questão da fundação de São Lourenço da Barrosa, principalmente no que se refere aos nomes dos seus 40 fundadores, sofre algumas alterações dependentes da edição que consultamos.
Para podermos saber exactamente qual a grafia usada na elaboração de cada nome seria necessário consultar o documento original, que está desaparecido há muito.
Perante essa impossibilidade, não nos restava outra alternativa senão "fazer fé" nos nomes apresentados na Memória Monográfica de Portimão, do Padre José Gonçalves Vieira, editado em 1911.
No entanto, o historiador José Manuel Vargas, especialista em história local, teve a amabilidade de fornecer as imagens de duas cópias ainda existentes na Torre do Tombo que, embora diferentes do original, devem manter em grande parte a grafia original, principalmente a que consta na Chancelaria de D. Afonso V.
Cerca de 80 anos depois foi elaborada uma outra cópia, conhecida por "cópia de leitura nova", em pergaminho iluminado, de leitura mais fácil.
De recordar que a Carta Régia data de 04 de Agosto de 1463, foi dada em Lisboa e escrita por Gonçalo Cardoso.
Pela enorme importância para o conhecimento da história da cidade de Portimão, aqui divulgo as imagens dos documentos, aproveitando por agradecer publicamente ao Dr. José Manuel Vargas a disponibilidade que tem manifestado para apoiar o projecto de genealogia que tenho levado a cabo, fornecendo nomes e dados que, de outra forma, continuariam esquecidos da esmagadora maioria dos portimonenses.
Como disse uma vez o Professor José Hermano Saraiva: "Espero que estejam a fazer história, pois reconstruir a história é muito mais dificil do que fazê-la de novo...".
Imagem da cópia da Leitura Nova em pergaminho iluminado.

Imagens da cópia da Chancelaria de D. Afonso V.

Segundo informação do Dr. José Manuel Vargas, na imagem de fls.: 122 refere-se a São Lourenço da Barrosa as 6 últimas linhas e "tem um título na margem esquerda, em parte dentro do D de Dom Afonso. Lê-se: "pouoraçom de sam lourenço da barrosa que se chama portymam". E outro título, por cima, que foi escrito quando se fez a cópia da Leitura Nova. Este título está escrito a vermelho."
Na imagem de fls.: 122v está o resto dos nomes dos fundadores e o título "Portymam".
Confirma-se assim, ao contrário do que foi dito na mensagem "Porque Portimão não pode ser São Lourenço da Barrosa" que se referem à mesma localidade, embora se mantenha, agora de forma mais esclarecida, que Portimão já existia antes da fundação de São Lourenço da Barrosa.

sábado, 14 de março de 2009

Evolução Onomástica da freguesia de Portimão nos Séc. XV e XVI

Além de permitir a elaboração de árvores genealogicas das pessoas que têm ligações ao Algarve, o projecto genealogiadoalgarve.com pretende aprofundar o conhecimento histórico do Algarve, como é o caso da sua evolução demográfica e onomástica.
Os dados aqui apresentados referem-se ao Século XV e primeira metade do Século XVI, baseando-se em documentos que não os registos paroquiais que, como se sabe, na freguesia de Portimão só começam a partir de 1575. São exemplo desses documentos, os Processos de Inquisição, Cartas de Brasão de Armas e documentos régios.
Na base de dados do projecto constam 83 indivíduos que nasceram, seguramente, entre 1400 e 1499 e 233 individuos que nasceram entre 1500 e 1549. Não nos permite ter um conhecimento profundo sobre toda a onomástica da freguesia de Portimão, pois estes são apenas os membros da população referida em qualquer documento, existindo muitos mais, mas permite saber que nomes mais se usavam em cada um dos períodos:
Séc. XV
AFONSO - 1
AIRES - 1
ÁLVARO - 7
ANDRÉ - 2
ANTÓNIO - 2
BEATRIZ - 2
BRANCA - 1
BRITES - 2
CATARINA - 1
DIOGO - 3
FERNÃO - 1
FRANCISCO - 2
GIL - 3
GOMES - 2
GONÇALO - 1
GRAÇA (GRACIA) - 1
GUIOMAR - 3
ISABEL - 6
JOÃO - 14
JORGE - 1
LEONOR - 6
LOURENÇO - 2
MARIA - 2
MARTIM - 4
MARTINHO - 1
PEDRO - 1
PERO - 2
TERESA - 1
TRISTÃO - 1
VASCO - 4
VICENTE - 3
Primeira metade do Século XVI:

AFONSO - 3
AIRES - 1
ALDONÇA - 2
ÁLVARO - 5
ANA - 2
ANDRÉ - 3
ANTÓNIO - 8
BALTAZAR - 2
BÁRBARA - 1
BARTOLOMEU - 4
BEATRIZ - 10
BELCHIOR - 1
BENTO - 1
BRANCA - 4
BRÁS - 1
BRITES - 5
CATARINA - 17
CLARA - 1
CONSTANÇA - 1
CRISTÓVÃO - 1
DIOGO - 8
DOMINGAS - 1
DOMINGOS - 2
DUARTE - 5
ELVIRA - 1
FERNÃO - 4
FILIPA - 1
FRANCISCA - 1
FRANCISCO - 7
GABRIEL - 2
GARCIA - 3
GASPAR - 3
GIL - 1
GOMES - 1
GONÇALO - 1
GRAÇA - 5
GUIOMAR - 4
INÊS - 9
ISABEL - 13
JERÓNIMO - 1
JOANA - 1
JOÃO - 17
JORGE - 5
LEONOR - 11
LUÍS - 5
MANUEL - 9
MARGARIDA - 3
MARIA - 4
MÉCIA - 2
MOR - 2
NICOLAU - 1
PEDRO - 6
RODRIGO - 1
RUI - 2
SEBASTIÃO - 1
TOMÉ - 1
TRISTÃO - 1
VASCO - 2
VICÊNCIA - 1
VICENTE - 3
VIOLANTE - 9

sexta-feira, 13 de março de 2009

Os 40 fundadores de São Lourenço da Barrosa

Por entender que a lista que segue, elaborada por José Manuel Vargas, está mais completa e correcta do que aquela que consta da mensagem "São Lourenço da Barrosa não pode ser Portimão", apresento-a aqui para conhecimento de todos quantos gostam de aprofundar a história do nosso Município. As imagens apresentadas são trabalhos elaborados pelo grande pintor, portimonense de adopção, Júlio Amaro, representando uma a reunião dos 40 moradores de Portimão com o o Rei, momento que marca a fundação de São Lourenço da Barrosa e a outra o mapa da antiga São Lourenço da Barrosa.
1463, Agosto, 4 - Carta de criação da povoação de S. Lourenço da Barrosa

Dom Afonso, cet.
A quantos esta carta de contrauto virem, fazemos saber que:

Pero Vasques, nosso capelão e arcediago da sé da nossa cidade de Silves
Pero Vieira e Joan' Eanes, cónegos da dita sé,
Gil Eanes e Nuno Martins, nossos vassalos,
João da Faria,
moradores na dita cidade de Silves

João Afonso da Sovereira, vassalo,
Gonçalo Martins, besteiro do conto,
João de Portimão, aposentado
Gomes Afonso, privilegiado,
João Anes, cavaleiro aposentado,
João Anes Garim (ms.: Guarim), aposentado
João Pequeno, besteiro do conto,
Vasco Pequeno, aposentado,
Fernão Vasques, criado do Ifante Dom Anrique, meu tio, que Deus haja,
Afonso Rodrigues, filho de João Afonso da Sovereira,
Martim Anes, filho de João Gil,
Vasco Eanes da Sovereira,
Pero Rodrigues,
Martim Anes da Sovereira,
Álvaro Eanes Moreno,
Martim Anes Moreno,
João Vasques, filho de Vasco Anes,
Gil Eanes Garim,
André Anes, filho de João Portimão,
Álvaro Lourenço,
Martim Vasques,
Álvaro Galego,
Lourenço Bentes,
Vasco Eanes, filho de João Pires,
João Gonçalves,
João Cavaleiro,
Francisco Gil,
João do Estreito,
Gil Anes Araquino,
João do Castelo,
Gil Cavaleiro,
Lourenço Anes do Esteiro,
João [Vasques Pires], filho de Vasco Pires,
Aires Gomes, filho de Gomes Aires,
todos moradores em Portimão, termo da dita nossa cidade de Silves,
nos enviaram dizer como seria muito serviço de Deus e nosso, e bem daquela terra,
fazer-se uma povoração na foz da dita cidade de Silves, onde chamam a Barrosa,
e ora nós ordenamos que se chame São Lourenço da Barrosa (...)

terça-feira, 10 de março de 2009

Lista de Presidentes da Câmara Municipal de Portimão

Pelo elevado interesse biográfico e genealogico, além do aprofundamento da cultura geral, segue a lista dos Presidentes da Câmara Municipal de Portimão desde a sua elevação a cidade:
Dr. José António dos Santos - 1924
Francisco da Graça Mira - 1924-1926
Jaime da Glória Dias Cordeiro - 1926-1927
Francisco Marques da Luz - 1927
Guilherme Francisco Dias - 1927-1928
Manuel Francisco Borralho - 1929-1931
Francisco José Duarte - 1932-1933
Dr. António Pacheco Teixeira Gomes - 1934
Álvaro Joaquim Calhau - 1934-1940
Dr. Frederico Ramos Mendes - 1940-1946
Joaquim Valadares Pacheco - 1946-1950
Salvador Gomes Vilarinho - 1950-1959
Dr. Rogério Reis Alvo - 1960-1963
José dos Reis Baptista - 1964-1968
Eng. João Deodato Neto Caboz - 1968-1971
Reinaldo Pereira Assunção - 1971-1974
Rogério Jorge Castelo - 1974-1976
Arq. Martim Afonso Pacheco Gracias - 1977-1993
Eng. Nuno Alberto Pereira Mergulhão - 1993-1999
Dr. Manuel António da Luz - 1999-

terça-feira, 3 de março de 2009

O turismo em Portimão que futuro? - Opinião

Portimão, enquanto cidade algarvia tem, na origem do seu moderno desenvolvimento, a actividade turistica. Tem, assim, toda a razão de ser a existência de Colóquios relativos a esta temática, que deve ser debatida numa atitude positiva, com frontalidade e abertura de espírito para a recepção de ideias.
Antes de debatermos o futuro do turísmo em Portimão, importa analisar duas questões primárias:
1 - Para que turismo foi projectada a cidade de Portimão;
2 - Que turismo queremos actualmente para Portimão;
A primeira questão é fácil de responder; a cidade de Portimão foi projectada para receber um turismo de massas, seguindo o exemplo de outras cidades espanholas.
Corridos os anos parece que esta ideia deixou de fazer sentido, o que coloca uma série de problemas e questões.
Independentemente de qualquer ideia ou ideal político temos que reconhecer que, com a saída do Arquitecto Martim Gracias da Presidência da Câmara Municipal de Portimão houve uma preocupação dos vários executivos para inverter o papel de Portimão como destino turístico.
No entanto esses, como os executivos que virão, têm sempre a sua actuação limitada pelos erros do passado.
Senão vejamos:
A Praia da Rocha está descaracterizada pela enorme mancha de construção?
Obviamente que sim e não temos como alterar isso. Tudo o que podemos fazer é tentar tornar essa mancha de construção mais atractiva e isso faz-se com a criação de espaços verdes e micro-espaços de interesse cultural entre os edifícios, de forma a convidar à circulação das pessoas nesses espaços actualmente mortos. Convidar artistas plásticos e escultores para "trabalharem" determinados espaços artisticamente, criando pequenos "pátios" pitorescos, com uma arte que surpreenda quem nos visita e que sejam eles próprios pontos de atracção turistica (vejam a quantidade de gente que se desloca a Estocolmo para ver a Pequena Sereia ou a Bruxelas para ver o Manneken Pis, peças pequenas, mas com valor artístico).
Outro problema que nos traz a construção que foi feita na Praia da Rocha é o do estacionamento. Na minha opinião a única solução para este problema é a construção do parque de estacionamento sob o areal (ver mensagem sobre o Problema do Estacionamento em Portimão). Toda e qualquer outra solução será puro remendo e um adiar do problema até à asfixia.
Para uma melhor qualidade desta zona como destino turístico não há dúvida de que a cidade tem uma necessidade urgente de fazer uma ligação rodoviária directa entre a saída da Via do Infante e a Praia da Rocha, uma vez que a V6 há muito que está desadequada à realidade actual.
Outra medida importante será o arranjo exterior dos edifícios da Praia da Rocha.
No entanto, a Praia da Rocha não é, nem pode ser, o único ponto de atracção turística de Portimão e, na cidade, há milhares de pequenas coisas que a podem tornar mais atractiva ao turísmo.
A mata da Praia da Rocha é uma vergonha pela forma degrada em que se encontra. Sabe-se que é terreno privado, mas numa zona turística que se quer de excelência os privados têm que dar o seu contributo através da limpeza dos terrenos, pois pela valorização do espaço envolvente estarão a valorizar a sua propriedade;
A saída do porto que se quer de cruzeiros merece um espaço verde condigno, que atraia a atenção de quem aqui chega, prendendo a sua atenção em pequenos pormenores em vez da massa de construção ao fundo;
A recuperação do Convento de São Francisco, porque tão óbvia, nem merece comentário maior;
A colina da Estrada da Rocha deve ser um cartaz de visita da cidade. A construção de uma escadaria monumental e passadeiras que permitam a circulação das pessoas até às sepulturas romanas que lá se encontram poderiam ser uma enorme valorização turística;
Os equipamentos já projectados para a zona ribeirinha da cidade, como o Oceanário, o Insectário e o Teleférico, bem como o futuro posto de turismo serão certamente uma mais valia para o desenvolvimento de Portimão como destino turistico, mas a atracção turistica também se faz de pequenos "mimos" de tipicidade e, uma forma de atrair turistas à zona ribeirinha e convidá-los a almoçar nos restaurantes de peixe assado seria a recreação "artistica" da antiga descarga de sardinha em traineira e com cestas junto à muralha, um dos mais tradicionais elementos de atracção turistica da cidade nas décadas de 70 e 80, que atraía turistas de todos os cantos do Algarve;
A requalificação urbana do centro histórico é fundamental para criar polos de atracção turística no centro de Portimão. O estado de degradação dos edifícios dão uma má imagem da cidade e dos seus habitantes, afastando os turistas;
O funcionamento do CAT no centro histórico cria um ambiente de insegurança, que não convida, antes afasta a circulação de peões nessa zona;
Importante, igualmente é a divulgação do nosso património histórico e o seu aproveitamento para fins turísticos; A Fortaleza de Santa Catarina necessita de uma recuperação urgente; o Convento de São Francisco terá que ter um aproveitamento público, que permita a visita por parte de turistas; as ruínas Romanas da Abicada têm que ser alvo de qualificação e abertas ao público; a cisterna Romana da Coca Maravilhas deve ser divulgada nos roteiros turíscos, a par de Alcalar; o Largo Gil Eanos e o Jardim da Estação são uma vergonha pelo estado de abandono em que se encontram; cada edifício com interesse arquitectónico deve ser alvo de preservação e divulgação turistica, convidando à circulação das pessoas pela cidade.
Como podemos verificar, o Turísmo de qualidade em Portimão ainda é possível, desde que se juntem as iniciativas culturais e desportivas que tanto têm projectado a cidade a pequenos retoques de imagem e criação de novos elementos com interesse turístico. Ideias há, haja a vontade de colocá-las em prática...
Dinheiro para isso? Se contabilizarmos os milhões e milhões de contos que a cidade já produziu e remeteu para os cofres de Lisboa e compararmos com os trocos que recebemos da Administração Central ao longo das últimas décadas, concluímos facilmente que a cidade merece ser alvo de um programa POLIS ou com outro nome qualquer, que permita a valorização turistica de Portimão enquanto ainda há tempo.
É certo que, depois da galinha morta, não teremos mais ovos e esses não são só consumidos em Portimão; mais de 80% segue directamente para Lisboa e, grande parte, para os cofres do Estado. Se o futuro do turismo em Portimão não for bom, o futuro de Portugal também não se mostrará muito risonho.

Município de Albufeira aderiu ao projecto

O município de Albufeira decidiu apoiar a realização do projecto genealogiadoalgarve.com, adjudicando o levantamento e tratamento informativo dos registos paroquiais da freguesia de Albufeira ainda para o presente ano de 2009.
A freguesia de Albufeira é a que, neste momento, cria mais problemas à investigação genealógica na Região do Algarve, uma vez que os seus registos anteriores a 1830 foram destruídos pelas forças de guerrilha do Remexido.
Deste modo, face à ausência de elementos de pesquisa na própria freguesia de Albufeira, a concretização deste projecto global da Região do Algarve permitirá uma quase recuperação da informação histórica perdida, pois é natural que a esmagadora maioria da população de Albufeira tenha tido relações familiares com individuos de outras freguesias do Algarve.
A prová-lo está a existência de centenas de indivíduos de Albufeira que casaram em Portimão, tornando possível, neste momento, estabelecer linhas familiares de descendentes de indivíduos de Albufeira desde o Séc. XVI até à actualidade.
Este projecto será uma mais valia fundamental para o conhecimento da história e da demografia da Região do Algarve, esperando-se que outros municípios já contactos decidam pela adjudicação do projecto, seguindo o exemplo dos de Portimão e Albufeira.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Turismo em Portimão, que futuro? - Conferência

No passado Sábado realizou-se no Hotel Alvor Pestana uma interessante Conferência organizada pelo PSD de Portimão relativa ao tema Turismo em Portimão, que futuro?
Entre os conferenciastas contavam-se o Deputado Mendes Bota, o Presidente do PSD de Portimão Hernâni Correia, o candidato a Presidente da Câmara Municipal de Portimão Dr. José Dias, o Presidente da AHETA Eliderio Viegas, o representante da Escola de Hotelaria e Turísmo de Portimão Dr. Pedro Moreira e o representante do Grupo Pestana Dr. Pedro Lopes.
Os oradores traçaram uma panorâmica geral sobre a evolução do turísmo em Portimão comparativamente com a Região do Algarve e ideias/soluções para alguns problemas que a cidade atravessa em termos de turismo.
Entre o público encontravam-se alguns empresários ligados ao turísmo de Portimão, que colocaram algumas questões sobre as medidas que o candidato a Presidente da Câmara de Portimão
Seguem dois pequenos registos dessa Conferência:


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Museu da Carrapateira - Um espaço a conhecer

A poucos museus nacionais cabe tão bem a expressão "feito pelo povo e para o povo" como ao recém-criado Museu do Mar e da Terra da aldeia da Carrapateira.
Idealizado e construído a partir da ideia dos seus residentes, o museu é a casa da identidade e da memória da aldeia; da sua vivência comunitária resultante da biodiversidade de um território caracterizado pelo binómino natural terra/mar.
Localizado na aldeia da Carrapateira, que deveria ter a designação de aldeia histórica do Algarve (não se compreende como é que numa região turística não se aposte na divulgação das suas aldeias mais típicas, como é o caso da Carrapateira, Bordeira, Raposeira e tantas outras que mantém a sua traça algarvia, criando um roteiro turístico de visita a estes locais) no cimo de um monte que tem uma invejável vista sobre o mar, talvez das mais bonitas do Algarve, o Museu expõe além de muitas imagens e dados biográficos de elevado interesse para a genealogia, um leque de objectos ligados às actividades da terra e do mar.
Com um quadro de pessoal acolhedor, simpático e interessado, o Museu da Carrapateira é um lugar a conhecer, no Algarve mais profundo e, por isso, mais típico desta região turística.